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ShortFic Harry Styles | Price Tag (Parte I)



Amor. Essa palavra não existe no meu dicionário.

Quem se importa com amor quando o cara tem uma conta bancária incrível? Quem precisa de amor quando o dinheiro pode substituí-lo e facilmente comprar sua felicidade? Joias, carros, bolsas, sapatos, tudo isso é melhor do que se iludir com essa droga chamada amor.

Não, eu não tive vivi uma desilusão amorosa que partiu meu coração em milhões de pedacinho, mas a minha mãe viveu. Minha mãe amou o meu pai com todas suas forças, ela fazia de tudo por ele, ela morreria por ele se fosse preciso e isso não o impediu de matá-la.

Eu nunca amei e prometi a mim mesma que não cairei nessa besteira.

Hoje eu estou pronta para o próximo passo, com minha melhor roupa vou a uma festa com minha amiga e se tudo der certo vou conquistar um milionário, cansei de ficar atendendo ligações, indo e voltando de lugares enquanto atuo para deixar pessoas felizes. Quero algo fixo.

Tenho vinte e três anos e o que faço da minha vida é frequentar eventos acompanhando milionários, sou paga pra isso, claro. É como qualquer outro negócio, eles me contratam por uma noite e eu sou o que eles quiserem, amante, namorada, esposa, depende do que cada um precisa. Não pensem mal de mim, não, eu não sou uma prostituta, não vendo o meu corpo, só quero garantir meu futuro e não uso sexo para isso, sou apenas uma acompanhante de luxo.

A buzina do carro de Sophia me despertou me fazendo dar uma última olhada no espelho admirando como eu estou linda, carrego em minhas orelhas brincos de diamante e em meu pescoço um colar que formam um par perfeito com os brincos, eu ganhei em um encontro mês passado - alguns clientes gostam de me agradar com presentes -, meu vestido longo vermelho não deixa meus saltos pretos à mostra, meus cabelos estão presos em um penteado que eu mesma fiz e minha maquiagem clara destaca minha boca com um batom também vermelho. Eu estou pronta para arrasar, pronta para procurar o meu príncipe encantado, não aquele de cavalo branco e sim o que chega em uma Ferrari.

Outra buzina soou para me apressar, desci as escadas rapidamente, Sophia nunca sabou esperar, está sempre com pressa. Passei pela porta principal e a tranquei assim que saí, Sophia me esperava dentro de seu porsche branco. Sempre a achei super sortuda por ter nascido em uma família de milionários, seu pai é dono da editora da revista mais vendida do país e sua mãe dona de uma agência de modelos a qual me convidou para fazer parte, mas eu não aceitei. Eu não sou o tipo de pessoa que gosta de seguir ordens, eu odeio que mandem em mim e cumprir horários também não é o meu forte.

Entrei no carro recebendo o olhar entediado típico da minha melhor amiga, ela é linda, magra até demais e tem longos cabelos castanhos.

— Eu estava quase indo lá te arrastar pelos cabelos. — ela disse dando partida no carro antes mesmo de eu ter colocado o cinto.

— Eu nem demorei tanto assim, você que é apressada demais. — falei olhando pela janela fechada a rua iluminada pelas luzes dos postes.

— Você sabe disso e sempre me deixa esperando. — olhei-a indignada, ela sabe que tenho problemas sérios com o relógio.

— Menos Soph, por favor.

— Estamos atrasadas e parte da culpa é sua. — parou no sinal vermelho e me olhou.

— Chegar atrasada é luxo, querida. — ri e a Soph tentou segurar o riso, mas não conseguiu.

— Só você para me fazer rir quando estou irritada. — o sinal abriu e ela voltou à atenção na pista.

— É por isso que sou a sua amiga. — falei sorrindo.

Mas uns cinco minutos no carro e chegamos ao prédio da editora do pai da Sophia, a comemoração hoje é pelos vinte e cinco anos da editora e como todas as festas da família Smith, sempre tem pessoas ricas e algumas até famosas.

Subimos de elevador e assim que chegamos ao térreo pude ver todas as pessoas elegantes que presentes estavam, algumas conversando outras bebendo e fazendo coisas entediantes, essas pessoas ricas que não sabem se divertir.

Andei com a Soph até onde seus pais se encontravam conversando com algumas pessoas.

— Papai, finalmente cheguei.  — Sophia disse me encarando rapidamente como se jogasse a culpa em mim e logo voltou se olhar para seus pais a sua frente.

— Boa noite senhor e senhora Smith. — cumprimentei-os com um abraço e na senhora Smith um rápido beijo em ambas as bochechas.

— Boa noite (Seu apelido)… E o que combinamos em?! Nos chame apenas pelo primeiro nome. — disse a senhora Smith ou Lisa como ela prefere.

— Sem formalidades (Seu apelido), você já frequenta a nossa casa há anos, é como se você fosse da família. — sorriu Edgar, pai da Sophia.

— Desculpe! — sorri envergonhada, eu sempre quero causar a eles uma boa impressão.

Os pais da Soph sempre me trataram bem, desde que nos conhecemos no aniversário de dezesseis anos dela há oito anos. Eu e Soph nos conhecemos quando eu ganhei uma bolsa de estudos na escola em que ela estudava no último ano do ensino médio e desde então não nos separamos mais.

Senti uma mão em volta do meu pulso me puxando para algum lugar e me tirando dos meus pensamentos, assim que retomei a minha atenção vi que era Sophia que me levava para perto da bancada de bebidas.

— Ei, por que está me puxando desse jeito? — tentei me livrar do seu aperto.

— Quero te mostrar uma coisa, melhor dizendo, uma pessoa… — parou de me puxar quando estávamos em um lugar mais reservado que dava para ver quase todas as pessoas — Está vendo aquele cara? — apontou discretamente e eu a respondi assentindo com a cabeça — Ele é o cara do qual eu te falei. — sorriu com as bochechas coradas.

— Está esperando o que para ir falar com ele? — sorri de lado vendo o homem de terno azul sorrindo enquanto conversava com outros dois caras, um com terno preto e o outro com terno branco.

— Está maluca?! — me olhou com os olhos levemente arregalados, se eu não soubesse a sua idade pensaria que ela ainda é uma adolescente.

— Se você não for vai perder ele para mim, porque eu vou. — ameacei ir até ele e ela segurou meu braço.

— Ok, mas o que eu falo? —  disse meio que desesperada — Eu vou me embolar nas palavras e vou acabar passando vergonha.

— Ei, calma. — segurei-a pelos ombros — Eu acredito em você… Você consegue, basta confiar em si mesma. — ela respirou fundo com os olhos fechados.

—  Ok, eu vou… — disse e saiu em passos lentos me fazendo ri sozinha.

Do mesmo lugar eu fiquei observando a Sophia chegar até os caras e falar alguma coisa visivelmente nervosa enquanto brincava com seus dedos e olhava o homem de terno azul, de onde eu estou a cena é fofa, mas sei que não é isso que Sophia está pensando que está parecendo.

— Isso que a senhorita fez por sua amiga foi bem legal.

Assustei-me com uma voz rouca ao pé do meu ouvido e me virei para encarar a pessoa, era um homem de cabelos na altura de seus ombros, olhos verdes e uma boca extremamente convidativa. Molhei meus lábios inconscientemente só por olhar sua boca por alguns segundos, desci meu olhar por seu corpo vendo que o mesmo vestia uma combinação de terno e calça preta listrado em vermelho, sorri vendo que poderia ser um dos bilionários presentes na festa.

—  Não faça mais isso, quase desmaiei de susto. —  falei suave o vendo rir e exibir covinhas em suas bochechas.

— Me perdoe… Sou Harry Styles. — ele pegou minha mão beijando-a em seguida. Como um verdadeiro cavalheiro.

— (Seu nome) Jones, prazer em conhecê-lo. — falei sem desviar meus olhos dos seus.

— Aceita uma bebida?

— Claro! — sorri e ele cortou nosso contato visual para chamar o garçom que logo estava em nossa frente.

— Uma para a senhorita… — ele me entregou uma taça de champanhe —  E uma para mim. —  se serviu e logo o garçom se retirou.

— Posso saber onde um homem como você estava escondido? Nunca o vi por aqui e olha que eu frequento muitas festas. — bebi um gole da minha bebida mantendo contato visual.

— Eu não sou daqui, me mudei para a essa cidade semana passada… Eu morava em Los Angeles. — sorriu de lado.

— Seja bem vindo! — eu sorri — O que te trouxe a Londres?

— Eu decidi tentar coisas novas e nada como a grande Londres para me oferecer o melhor da vida. — ele bebeu todo o conteúdo que ainda havia em sua taça.

— Disso você pode ter certeza… Londres tem muita coisa boa para oferecer. — sorri maliciosa ao pensar em todo o meu plano.

— O que acha de irmos dar uma volta lá fora? Aqui está um pouco… Entediante. — ele concluiu fazendo uma careta e não pude deixar rir.

— Acho uma ótima ideia.

Dei alguns passos em direção ao balcão colocando minha taça sobre o mesmo e Harry repetiu o meu feito, no momento seguinte ele estendeu seu braço para mim e eu o entrelacei ao seu e saímos em direção ao elevador, antes das portas se fecharem pude ver Sophia e o homem de terno azul conversando animadamente enquanto sorriam um para o outro.

Essa é minha garota.




Estou trazendo para cá essa shortfic que foi postada no tumblr, espero que gostem.



Imagine Harry Styles | Future Teacher (Pedido/Parte 6)



Pedido por: Ana Paula
Parte I  | Parte II | Parte III | Parte IV | Parte V (Final)


— Pare de chorar, meu amor… Vai ficar tudo bem.

Harry falou baixo e calmo encarando os olhos assustados da mulher limpando em seguida as lágrimas em seu rosto com o polegar enquanto a outra mão manteve o cano do revólver apertado contra a testa da mulher, agora ele está sentado sobre os quadris dela, a mantendo imobilizada sobre a cama.

— Por favor… — engasgando com o choro desesperado, (seu nome) suplicou vendo nos olhos do garoto que ele está completamente insano.

— Está tudo bem, confie em mim. — ele sorriu — Eu te amo e nunca mentiria para você. — o polegar que antes limpava os rastros das lágrimas, agora acaricia a pele úmida do rosto da professora que se manteve em silêncio para não aborrecê-lo — Cala a boca, não me apresse! — completamente confusa (seu nome) arregalou os olhos não sabendo do que o garoto estava falando, ela não ouviu ou disse absolutamente nada para que ele respondesse daquela forma — Eu quero fazer as coisas devagar, quero conversar antes de ter a eternidade ao lado dela.

— Harry? — (seu nome) arriscou chamá-lo, ela estava com medo e completamente confusa sobre o que ele falava.

— Sim, meu amor. — os olhos verdes ainda estavam pregados na mulher, ele não ousa desviá-los.

— Po-por que está fazendo isso? — o corpo de (seu nome) dava leves pulos por causa do soluço causado pelo choro — Se me ama, por que está fazendo isso?

— As pessoas querem te tirar de mim e você deixa que elas façam isso. — ele disse entre os dentes apertando ainda mais o cano da arma contra a testa da professora, mas logo suaviza novamente, assim como sua voz — Eu estou fazendo isso por nós dois, eu vou nos levar para um lugar onde vamos ficar juntos para sempre. Para sempre e sempre. Elas me disseram. — ele sorriu grande com o que disse.

— Elas, Harry? Elas quem? — (seu nome) não podia deixar de perguntar, em sua cabeça, quanto mais enrola mais chances de alguém chegar e impedi-lo. Mas quem iria a sua casa naquele horário? Ela estava completamente perdida.

— As vozes, elas torcem por nós dois. Vamos ficar juntos, elas me garantiram. — o polegar de Harry deslizou até os lábios da mulher os acariciando — Vamos nos amar para sempre.

O coração de (seu nome) bateu ainda mais acelerado - se é que possível - ela sabia que estava prestes a morrer, Harry deixou isso bem claro em todas as suas palavras, ele mataria os dois por causa de sua loucura e ninguém sabia o que estava acontecendo para talvez pensar em intervir. Maldita hora que escondeu toda a verdade, tudo que ela desejava no momento era ter contado para todos o que vinha passando com a perseguição do garoto, quem sabe assim ele teria ajuda médica evitando um fim trágico nessa história. Arrependeu-se também de ter saído de casa, de sua verdadeira casa, preferia ficar sem emprego e morar na rua do que passar por tudo que passou ao chegar à Inglaterra.

A imagem de seus pais passou em sua mente a fazendo chorar ainda mais, nunca mais os veria e podia imaginar como ficariam quando recebessem a notícia de sua morte. Pensou nos amigos e nos alunos, pensou em tudo que fez de errado na vida, mas não conseguiu encontrar nada que pudesse a resultar uma morte tão trágica e prematura, ela sempre buscou ser boa com as pessoas.

— Apenas pare de chorar, meu amor. — a voz de Harry ainda era calma e isso era o mais assustador.

— Eu estou chorando de alegria, ficar com você para sempre é o que eu mais quero. — ela fingiu um sorriso tentando seguir uma ideia repentina que passou por sua mente. Ela não tinha nada a perder — Eu fui uma tola todo esse tempo, mas eu sempre te amei… Só não sabia como te dizer. — uma das mãos trêmulas de (seu nome) foi de encontro ao rosto de Harry.

— Elas nunca me deixaram esquecer… Sempre sussurram que você me ama. — mais uma vez Harry sorriu ao mencionar as vozes.

— Elas sempre estiveram certas, eu estou pronta para ir com você. — Harry deslizou o dedo para o gatilho quando a ouviu — NÃO! Não ainda! — (seu nome) se apavorou, seu peito subindo e descendo por causa da respiração descompassada — Podemos nos curtir antes de ir, não fizemos sexo ainda.

— Você sempre tem as melhores ideias. — Harry sorriu de lado — Eu vou adorar te ver montada em mim enquanto aponto essa arma na sua cara.

— Eu estava pensando em uma coisa mais lenta, não só sexo… Eu quero fazer amor com você, Harry. Quero ter seu corpo suado sobre o meu enquanto você aperta minha cintura e puxa de leve o meu cabelo. — (seu nome) sussurrou com a boca próxima a do garoto.

— Porra, eu te amo tanto! — Harry deixou a pistola sobre a mesinha ao lado da cama e segurou a barra da camisa para arrancá-la de seu próprio corpo.

Nesse momento o coração de (seu nome) parecia estar pulsando em seus ouvidos, a adrenalina queimou em suas veias e sem demora ela agarrou a arma a lançando no canto do quarto e jogou o corpo de Harry para fora da cama. Com uma pressa que nem ela sabia que tinha, levantou-se rapidamente e correu para fora do quarto ouvindo Harry gritar um xingamento.

A porta da sala estava trancada e a chave não estava em lugar nenhum da sala, os passos de Harry no quarto eram altos como se ele estivesse correndo e o desespero estava de novo presente, não é como se em algum momento ele tivesse ido embora.

— SOCORRO! PELO AMOR DE DEUS, SOCORRO! — esmurrando a porta (seu nome) rezava em pensamento para que alguém conseguisse escutá-la.

— EU VOU PEGAR VOCÊ, VADIA! — Harry gritou no andar de cima e em seguida (seu nome) pôde ouvir um “achei" não muito alto.

Os passos de Harry se fizeram presentes no corredor e (seu nome) sabia que logo ele estaria na sala. Olhando de um lado para o outro ela correu para trás do sofá e se encolheu abraçando as próprias pernas tentando controlar o choro para não chamar atenção.

— Onde está você, meu amor? Temos que sair daqui… Bem-vinda ao show final. — Harry dizia enquanto estava procurando algum sinal da mulher na sala — Não é hora de brincar de esconde-esconde. Eu te amo e você tem que vir comigo. — a frase final saiu de forma mais raivosa.

(Seu nome) cobria a boca com a mão tentando evitar que algum soluço escapasse e denunciasse sua localização, sua respiração estava descompassada e seus olhos arregalados olhando para os lados com medo de Harry aparecer a qualquer momento.

— Meu amor, eu esto-

A voz de Harry foi cortada por um barulho não muito alto e logo depois um baque surdo no chão, o medo era muito, talvez Harry estivesse tentando atraí-la, mas ela tinha que olhar o que havia acontecido. Respirando fundo e implorando a Deus que não a deixasse morrer, (seu nome) se colocou de quatro ainda atrás do sofá e espiou pela lateral vendo agora Harry deitado no chão e Niall com a arma apontada para a cabeça dele.

— Niall? — ela não pôde deixar de ficar surpresa, um taco de basebol estava aos pés de Niall e ele encarava Harry com os olhos marejados e furiosos — Não faça isso… — (seu nome) disse baixo, mas não nem ao menos recebeu o olhar do garoto loiro.

— Ele estragou nossas vidas… ELE SÓ NOS FEZ MAL! — (seu nome) se assustou com o grito do garoto, surpresa por ele se lembrar do que aconteceu.

— Você será igual a ele se fizer isso… Harry está doente, precisa de ajuda. — (seu nome) não pode evitar odiar Harry, mas Niall só se causaria mal matando ele.

— Eu não me importo! Eu quero que ele morra!

Na tentativa de impedir Niall antes que ele puxasse o gatilho da pistola, (seu nome) se levantou do chão e correu em sua direção, mas antes de que fizesse algo o dedo de Niall deslizou e o barulho que ouviram a seguir surpreenderam os dois. A arma não produziu barulho de disparo, ela produziu o barulho que indicava que não havia balas no revólver.

Com a mão no rosto (seu nome) deixou seu corpo cair no chão se encolhendo e chorando alto enquanto Niall deixava a arma cair ao lado do corpo de Harry.

★✧★

(Seu nome) respirou fundo de costas para o avião, ela estava prestes a entrar e fazer o caminho de volta ao lugar que nunca deveria ter saído e isso deixa seu coração leve. Haviam se passado duas semanas desde que Harry fora internado em um clínica diagnosticado com esquizofrenia, os gritos dele ao ser arrastado por policiais de dentro de sua casa ainda a assustava, ele chamava por seu nome com tanto desespero que parecia que estavam o partindo ao meio.

O diretor Grimshaw não a demitiu como pensava, ele entendeu que o acontecido foi fora das dependências da escola e deu o assunto como encerrado, mas depois de tudo (seu nome) não continuaria ali, faria as sessões de terapia com algum psicólogo do Canadá onde estaria novamente na aba de seus pais longe de qualquer perigo. Niall também precisará passar por terapia, todo o acontecimento o causou variações de humor e agressividade, no fim, todos estavam danificado de alguma forma.

A loucura de Harry quase enlouqueceu todos os envolvidos, mas agora as coisas estavam caminhando para o rumo certo. Talvez todos fiquem bem com o tempo.



Essa última parte foi postada há cem anos lá no tumblr e eu esqueci de trazê-la pra cá.
Caso alguém não tenha lido, aí está. :)


Imagine Harry Styles | Future Teacher (Pedido/Parte 5)


Pedido por: Ana Paula


(Seu nome) estava cansada ao extremo, a noite havia sido longa e cansativa, ela decidiu ficar no hospital com Niall porque ele estava em observação e seus pais não poderiam permanecer por muito tempo por causa do trabalho no dia seguinte. O diretor Grimshaw conversou com ela por telefone e a liberou das aulas para que pudesse ser a acompanhante do aluno.
Na hora de explicar o que aconteceu foi uma verdadeira saia justa, (seu nome) não sabia se falava quem havia agredido Niall daquela forma e nem sabia se deveria contar toda a verdade desde o começo, mas o medo de perder o emprego foi maior e ela apenas decidiu esperar Niall acordar para saber a decisão dele, ela o apoiaria totalmente.
A manhã se arrastou do mesmo jeito que a noite, as enfermeiras entravam no quarto de vez em quando para trocar o soro ou apenas para saber o estado do garoto, (seu nome) nem se dava o trabalho de olhar em direção a porta quando a mesma abria e talvez isso tenha sido um erro. Ela não se assustaria tanto se visse Harry entrando, mas como ela não olhou, não muito depois quase pulou da poltrona quando abriu os olhos e ele estava a sua frente.

— O que você está fazendo aqui?! — (seu nome) se colocou de pé com medo do que o adolescente poderia fazer — É melhor sair ou chamarei os médicos.

— Não faça isso... — a voz dele estava calma e soava inocente — Eu não queria ter feito isso com o Niall. — Harry se esforçou para não chamá-lo de tomate — Eu estou tão arrependido, me desculpe.

(Seu nome) começou a se perguntar mentalmente se estava sonhando porque ouvir um demônio se desculpar não é o convencional, mas ela também se forçava a lembrar que Lúcifer foi um anjo antes de se tornar um demônio, Harry poderia estar muito bem mascarado.

— O que te faz vir até aqui? Você não pode chegar perto do Niall, eu não exitarei contar tudo a polícia e aos pais dele se você tentar alguma coisa. — ela jurou ter visto algo como raiva nos olhos esverdeados, mas ele se conteve em suas ações.

— Por que o defende tanto? Qual o seu interesse com esse garoto? — fazendo um esforço sobre humano, Harry conseguiu não aumentar a voz e nem deixar sua raiva transparecer nela.

— Ele é meu aluno, eu defenderia qualquer um deles e você o machucou por minha causa. Tudo foi um mal entendido e mesmo que não fosse você não tem o direito de machucar as pessoas. — (seu nome) se afastou do garoto porque não se sentia confortável estando próxima a ele, na verdade ela não se sente confortável ao tê-lo sobre o mesmo teto.

— Ele queria te roubar de mim, eu não posso permitir que alguém chegue e faça você me odiar. — os olhos verdes do garoto estavam focados na professora como se estivessem diante de uma presa.

— Eu. Não. Pertenço. A. Você. Por favor, pare! — (seu nome) estava cansada de lidar com o garoto.

— Eu amo você, será que não entende? — a voz do garoto se alterou um pouco e ele tentou se aproximar — Eu sou seu e você é minha, meu amor.

— Você é meu aluno, Harry, o que aconteceu foi um erro porque você mentiu para mim e talvez a bebida influenciou em algo também, mas nada daquilo foi real pra mim. — a professora explicou da melhor forma que podia na esperança de fazê-lo cair em juízo — Aquilo deveria ter morrido a partir do momento que pisamos fora daquele bar.

— Como você pode desdenhar do meu amor dessa maneira? — Harry agarrou o pulso da mulher com força, olhando-a nos olhos com os seus verdes repleto de fúria — Foi real e você veio em direção a mim por algum motivo, então obedeça o destino. Você é minha!

Mas uma vez medo definia o estado de (seu nome) no momento porque ela não sabia mais o que esperar do garoto, ele não conseguia compreender a realidade. Parecia até que ele criou um mundo inexistente em sua cabeça onde só acredita no que quer e onde ela o pertence, mas ele tem que voltar urgentemente para a realidade.

Um resmungo pôde ser ouvido pelos dois e os olhos de Harry foram direcionados a cama no mesmo instante soltando o pulso agora vermelho da mulher. (Seu nome) não sabia se agradecia ou se temia a ação do cacheado, ele poderia tentar mais alguma coisa contra o Niall.

— Professora? Harry? — a voz baixa de Niall quase não pôde ser ouvida — O que estão fazendo aqui? Onde é que eu estou? — olhando para os lados, ele colocou a mão sobre a cabeça enrolada com uma faixa branca.

— Você não se lembra o que aconteceu ou onde estava? — (seu nome) perguntou se aproximando e Niall negou lentamente com a cabeça.

— Uma pessoa tentou te roubar e por algum motivo acertou a sua cabeça com um pedaço de madeira. Eu impedi que ele te machucasse mais e (seu nome) chamou uma ambulância. — Harry contou uma versão totalmente falsa se livrando da culpa. (Seu nome) não o desmentiu para não deixar o garoto loiro confuso. 

— Muito obrigado, Harry... Eu nem sei como te agradecer. — Niall sorriu pequeno.

“Apenas fique longe da minha mulher." - o de olhos verdes pensou.

— Agora que sabemos que ele está melhor, podemos ir para casa. — Harry sorriu se voltando para a mulher e qualquer pessoa de fora poderia pensar que eram um casal.

— Você pode ir. — (seu nome) respondeu com indiferença — Você quer que eu chame o médico, Niall? Sente alguma dor? — o loiro negou sendo completamente fuzilado por esmeraldas verdes e furiosas.

Harry permaneceu ali como um fiel cão de guarda até que (seu nome) foi embora, ele não a deixaria sozinha com o tomate nem por um segundo, toda aquela inocência de garoto bondoso era apenas uma faça e ele sabia perfeitamente disso. Niall poderia enganar a todos, menos a ele.

Um mês depois

Niall se recuperou bem, na semana seguinte do ocorrido ele já estava na escola sem nenhuma sequela, ele só não podia frequentar as aulas de educação física. (Seu nome) manteve a maior distância do garoto - e ele parecia fazer o mesmo, mesmo sem a memória do dia do incidente - ela não queria indiretamente causar mais nenhum estrago mesmo sabendo que não pode se submeter a viver com medo de um garoto de 17 anos, mas é melhor prevenir do que remediar. 
(Seu nome) também havia adotado um novo método, toda a vez que Harry se aproximava com o papo estranho deles terem que ficar juntos e serem um do outro, ela fazia questão de lembrá-lo que nada foi real e nada do que ele pensa é verdade deixando assim o garoto com raiva todas as vezes que repetia essas mesmas palavras, mas ela ainda tem esperança de que ele algum dia vai entender.
Voltando para casa depois de um dia de aula maravilhoso sem Harry, ela se jogou sobre o sofá colocando o braço sobre os olhos tranquila por não ter tido que aturar o garoto a perseguindo pela escola. Levantando-se apenas minutos depois, ela se direcionou para o banheiro para tomar banho e depois se jogou na cama não se preocupando em comer quando ela ainda não estava com fome. Sem ao menos perceber gradativamente foi tomada pelo sono.
(Seu nome) despertou ao sentir uma respiração quente em seu pescoço, uma hora depois de ter dormido. Assustada, ela jogou seu corpo para longe quase caindo da cama podendo ouvir a voz tão conhecida. 

— Acho que te assustei, meu amor. — Harry riu baixo olhando o rosto da mulher com adoração e causando ainda mais medo do que só sua presença em si.

— Como entrou aqui? O que está fazendo aqui? — as frases saíram quase gritadas por (seu nome), seu coração estava a mil.

— Por que está fazendo essa pergunta, amor? Eu estou onde sempre deveria estar, não faça perguntas bobas. — ele riu mais uma vez tentando segurar sua mão — Não! Não ouse se levantar. — ele disse quando (seu nome) se sentou — Você não quer deixar o seu namorado bravo, não é?!

— VOCÊ NÃO É O MEU NAMORADO, HARRY, PARA COM ESSA PARANÓIA, PELO AMOR DE DEUS! — havia definitivamente passado de todos os limites, invadir sua casa foi algo muito grave, tudo que já fez foi muito grave, alguém só deveria dar um fim a tudo.

— NÃO GRITE COMIGO! NÃO ME NEGUE! E PRINCIPALMENTE NÃO MINTA PARA MIM! — Harry pegou uma pistola que estava sobre a mesinha e (seu nome) não sabia de onde havia saído aquilo — VOCÊ ME AMA, PARA DE NEGAR! VOCÊ ME AMA!

Harry balançou a arma na frente do rosto da mulher a deixando apavorada quando o cano gelado foi pressionado em sua testa fazendo um arrepio subir a sua espinha. (Seu nome) tinha certeza se não fizesse tudo que ele mandasse seria o seu fim, nada que viesse de Harry era alguma surpresa, tudo que ela pode fazer é chorar.



Imagine Harry Styles | Infiel (Pedido)



Pedido por: Sabrina Puma


Harry estava em casa, pela primeira vez em uma semana e era hora de eu jogar com todos os meus artifícios para conseguir o que eu quero, quero ele próximo de mim, passando a mão sobre a minha pele, me beijando e voltando a ser meu.
Somos casados há dez anos e temos dois filhos de cinco anos, eles são gemeos e as coisas mais importantes a minha vida e as pessoas que mais ficam comigo. O meu casamento não vai bem, eu não vou mentir e dizer que está tudo bem, as coisas esfriaram de uma forma que eu não sei se haverá como esquentar novamente. Às viagem a trabalho também não ajudam, cada semana Harry vai para um lugar diferente e nem se importa de ligar para perguntar como estamos, talvez ele não tenha tempo nem de comer quando está trabalhando.
Eu deixei as crianças com a minha mãe assim que Harry avisou que chegaria em uma hora, eu queria fazer desta noite algo que não tivemos em não sei quantas noites passadas, sexo estava escasso na minha vida e se continuasse assim eu transaria com o carteiro na porta de casa na próxima vez que ele viesse fazer entrega.
A porta do banheiro abriu e eu estava preparada, como eu havia pensado há alguns dias. Eu estava nua sobre a cama forrada com lençóis vermelhos apenas esperando que Harry saísse do banheiro para me foder como eu há tempos desejava, mas a única coisa que aconteceu foi ele caminhar até o guarda roupa, pegando um de seus ternos.

— Você vai sair? — perguntei completamente desanimada.

— Eu tenho uma reunião importante. — ele falou se vestindo sem sequer me olhar.

— Mas você acabou de chegar...

— Eu vim pegar o meu terno e tomar um banho. — ele estava dando o nó em sua gravata, até isso ele aprendeu fazer para não precisar mais de mim.

— Eu tinha pensado que ficaríamos juntos hoje... — me enrolo no lençol, ele nem se quer me olhou então não faz diferença estar nua ou não.

— Sinto muito, eu tenho um compromisso. — será que sente mesmo?

— Quando você volta? — perguntei baixo olhando para as minhas mãos sobre meu colo.

— Eu não tenho horário para voltar, não precisa me esperar acordada. Descanse. — ele beijou minha testa rapidamente caminhando para fora quando já havia acabado de se vestir.

"Você acha normal seu marido passar mais tempo viajando do que em casa? Você acha que ele está igual o que era antes? Obra os olhos, alguma vagabunda está te passando a perna."

A voz de Perrie ecoou em minha cabeça no momento em que a porta do quarto se fechou, eu não sirvo de nada para o Harry, não mais e conhecendo ele como eu conheço, ele não aguentaria muito tempo sem sexo.
Respirando fundo eu me levantei me vestindo rapidamente e corri para fora de casa entrando no meu carro, eu teria que ser rápida se não quisesse perder o Harry de vista. Dirigi em uma distância considerável segura para que ele não reconheça o carro e parei um pouco afastada assim que ele estacionou o carro de um lado da calçada e atravessou a rua entrando em um prédio grande e luxuoso, um hotel.
Quando ele entrou e eu o perdi de vista, saindo do carro caminhei até a recepcionista atrás do balcão no hall. Eu precisava saber com que frequência Harry vinha aqui e se era acompanhado.

— Boa noite... Você pode me informar em que quarto está o homem que acabou de entrar? O nome dele é Harry Styles.

— Desculpe, senhora... Eu não sou autorizada a dar informações sobre os hóspedes.

— Mas é caso de vida ou morte.

— Quer que eu interfone? — ela pegou o telefone.

— Não! — eu disse um pouco alto demais — Tudo bem, obrigada.

Mordi meu lábio para não gritar de raiva e fiquei olhando o elevador pensando se o procuro de quarto em quarto, mas eu não quero que ele saiba que eu estou aqui, então essa não é uma boa opção. Caminhei de volta até a porta e antes de sair pude ver o homem que entrega as malas nos quartos, talvez ele possa me ajudar.

— Ei! — o chamei e fui até onde ele estava — Eu gostaria de uma informação.

— Claro. — ele sorriu simpático.

— É sobre um hóspede. Harry Styles. — perguntei e ele pareceu desconfortável.

— Eu não posso dizer, senhora...

— Nem se for bem recompensado? — tirei um bolo de dinheiro da bolsa e ele mordeu o lábio.

— Tudo bem. Ele não é hóspede, é acompanhante. — ele levou a mão para pegar o dinheiro e eu afastei a minha.

— Isso não vale tudo isso aqui. — balancei o dinheiro em sua frente.

— Ele está com a senhorita Kendall Jenner, eles sempre jantam juntos no restaurante, ele passa a noite aqui e eles até se pegam algumas vezes na piscina. Agora me dá! — ele pegou o dinheiro rapidamente da minha mão e saiu andando para longe me deixando completamente paralisada.

Perrie estava certa, eu só achei que não doeria tanto quando comprovasse a teoria dela, eu não imaginei que Harry poderia ter feito isso comigo depois de termos construído uma família juntos. Eu apenas não queria acreditar que dez anos da minha vida foi completamente sem sentido depois de ter descoberto uma traição.
Caminhando de forma automática até o carro, eu debrucei minha cabeça sobre o volante chorando alto onde ninguém poderia me vê, aí eu pude gritar, socar e chorar a vontade sem ninguém olhar para mim com pena.
As horas foram passando e eu continuei dentro do carro estacionado no mesmo lugar, eu só vou sair daqui depois que Harry sair e assim que eu o vi atravessando a porta do hotel, liguei o carro esperando ele caminhar até o outro lado da rua. Esse foi o momento perfeito para pisar fundo no acelerador fazendo o carro ir em direção a ele que estava no meio da rua.
O cantar dos pneus o deixou alerta e ele olhou em direção do carro e antes de ser atingido em cheio, ele pulou para o canto da rua se salvando da tentativa de atropelamento.

Narrador On

Harry conhecia a placa e agora sabia que (seu nome) havia descoberto a traição.

[...]

— VOCÊ FICOU LOUCA?! O QUE FARIA SE TIVESSE PASSADO POR CIMA DE MIM? — Harry entrou em casa gritando com a mulher que estava sentada no sofá com as mãos tapando o rosto e com os ombros balançando em um claro sinal de que ela estava chorando.

— EU DARIA RÉ PARA GARANTIR QUE VOCÊ ESTAVA MORTO! — (seu nome) gritou em resposta — EU TE ODEIO, HARRY STYLES! EU TE ODEIO!

— VOCÊ SÓ PENSA EM VOCÊ! COMO AS CRIANÇAS FICARIAM COM UM PAI MORTO E UMA MÃE PRESA? — ele atravessou a sala ficando de frente para ela.

— NÃO FINJA QUE SE IMPORTA! — (seu nome) se coloca de pé apontando o dedo na cara do marido — HÁ MUITO VOCÊ ESTÁ SE FODENDO PARA NÓS, VOCÊ SÓ QUER SABER DE FICAR COM AQUELA VAGABUNDA ORDINÁRIA E NÃO TEM MAIS TEMPO PARA OS SEUS FILHOS. VOCÊ JOGOU A NOSSA FAMÍLIA NA MERDA. VOCÊ É A PIOR PESSOA QUE EU TIVE O DESPRAZER DE CONHECER! EU ESTOU TE ODIANDO TANTO QUE QUERO CRAVAR UMA FACA NO SEU PEITO! — ela deu um soco no peito do marido e ele segurou seus pulsos a impedindo de continuar.

— VOCÊ É UMA DESCONTROLADA, UMA LOUCA DESEQUILIBRADA. — ele a jogou sobre o sofá — A MELHOR COISA QUE EU FAÇO SERÁ IR EMBORA. — Harry subiu as escadas rapidamente deixando (seu nome) chorando compulsivamente jogada no sofá.

— VÁ! TRAIDOR DE MERDA! — (seu nome) gritou em meio ao choro e se encolheu no sofá.

Não demorou para que Harry descesse as escadas puxando duas malas grandes e parasse na sala olhando o corpo da mulher de costas para ele, não se orgulhava de causar toda aquela dor na mulher que passou tantos anos ao seu lado, mas ele não a ama mais e talvez tivesse que ter dito antes de tornar a ferida maior e mais dolorosa. Agora estava feito, ele não poderia voltar no tempo.

— Meus advogados entraram em contato para que você assine a papelada do divórcio. Saiba que eu não vou deixar nada faltar para vocês. — ele tentou amenizar as coisas.

— Vá se foder, desgraçado!

Ok.

Talvez as coisas nunca mais voltassem a ser amigáveis, ele sentia muito por isso, perdeu uma grande amiga. Sem dizer mais nada, ele saiu de casa puxando a mala e deixando apenas metade de uma mulher para trás, ela estava completamente quebrada por dentro.




Desculpa se o imagine ficou um pouco confuso, eu escrevi uma parte em um dia e a outra em outro e acabei embolando primeira e segunda pessoa.
Me pediram um final feliz, mas eu quis dá uma mudada porque não via um final feliz para eles, mas espero que tenham gostado mesmo assim.

Imagine Niall Horan | Back For You (Pedido)




Pedido por: Cristina Dos Santos Amaral


Eu e Niall estávamos no último ano do colégio e namorávamos há dois anos, sempre fomos os nerds da escola, mas ao contrário de muitos que sofriam bullying nós nunca fomos agredidos por ninguém, e sempre ficávamos na nossa. Posso dizer que nunca brigávamos só quando defendíamos algumas ideias que divergiam em alguma matéria da escola.
Eram seis da manhã e escuto o despertador no meu ouvido, acordei com um pouco preguiça e levantei, senti o tapete macio nos meus pés o que me deu mais vontade de ficar ali no meu cantinho, mas tomei coragem e levantei, fiz minhas higienes matinais e coloquei minha roupa. Fiz um coque alto e desci pra tomar café, estranhei o fato de Niall não me mandar mensagem como ele fazia todos os dias, ultimamente ele estava estranho comigo, mas até ontem ele ainda me mandava mensagem, ignorei e fui pra escola.
Assim que cheguei logo vi Niall na entrada com umas roupas diferentes, com jaqueta de couro de um estilo despojado que ele nunca usou na sua vida, conversando com Charlie, o popular, o capitão do time de futebol. Estranhei o acontecimento porque Niall nunca conversou com aquele garoto que era responsável pela humilhação dos que não tinham o padrão ideal de acordo com o cérebro de amendoim que ele tem. Me aproximei para falar com meu namorado.

— Niall? — sorri e ele se vira sério para mim.

— (seu nome)! — Niall segura meu braço e me puxa até um canto.

— Você estava conversando o que com o Charlie? — perguntei inocentemente mesmo sabendo que a resposta é positiva.

— Podemos nos falar depois? Eu passo na sua casa hoje depois da aula. — ele deu um beijo rápido na minha bochecha e saiu com Charlie escola adentro sem esperar uma resposta.

Entrei na sala e Niall não estava no seu lugar costumeiro que ficava ao meu lado e mesmo que meus olhos tenham se fixado nele todo o caminho até minha mesa, sentei no meu lugar sem ao menos receber um olhar em troca. Foi assim o dia inteiro. Durante as aulas ele sequer me olhou, nos intervalos ele se escondia de mim o máximo que conseguia e pareceu funcionar, eu não o vi nem na hora de ir para casa, coisa que fazíamos juntos.
Minutos depois de eu ter entrado em casa, a campainha tocou.

— Oi! — Niall disse me olhando como se fossemos menos que amigos.

— Entra. — lhe dou espaço para ele entrar — Agora pode me falar o que aconteceu?

— Não podemos mais ficar juntos. — ele disse sem rodeios como quem diz que quer comer pizza.

— O que? Qual o motivo disso tudo? — meu olhar que estava fixo no chão tomaram a direção do rosto de Niall em busca de algum sinal de que ele iria rir escandalosamente dizendo que era uma piada.

— Eu mudei (seu nome). Roupas novas, amigos novos, coisas novas, então namorada antiga não cabe na mudança. — ele dispara mais uma vez.

— Tem a ver com o Charlie, né? Ele está obrigando você ou chantageando? — pergunto sentindo que vou chorar a qualquer momento.

— Tem a ver sim, mas ele não me obrigou a nada, eu que decidi terminar. Agora que eu tenho uma turma e vários amigos não posso ficar amarrado a você correndo o risco de ser ancorado na vida anti social que você tem.

— Não acredito que você está dizendo isso... Você costumava fazer parte disso e era muito melhor do que agora. — respiro fundo na tentativa de controlar as lágrimas — Presta atenção Niall, se você acha que aqueles garotos são seus amigos, você está muito enganado, amigos de verdade te aceitam sem que você precise de uma mudança, amigos de verdade não fazem você deixar de uma hora para outra sua namorada por causa de status na escola. Espero que você saiba que tudo isso acaba um dia, o colegial não dura para sempre e ser popular só te deixa sozinho e deprimido. Eu estaria aqui para você independente do que acontecesse, mas se você acha que minha companhia te puxa para um buraco, então espero que esses novos amigos dêem certo, espero que você seja muito feliz com eles. – abaixo meu olhar desviando do seu.

— (Seu nome) você não entende, não podemos ficar juntos com você continuando a ser assim... Eu posso pedir para as garotas te ajudarem a se arrumar, você vai ficar perfeita. — eu não podia acreditar que ele me propôs uma coisa dessa depois do que eu disse.

— Eu não vou mudar até que eu sinta que quero isso, eu achei que você fosse mais do que essas pessoas, Niall... Você deveria saber que independente do que você escolha, eu não mudaria a minha forma de ser e viver por sua causa quando você está sendo injusto comigo. — digo de forma calma — Por favor, você já pode ir agora... Não perca tanto tempo com uma pessoa que não vale a pena. — ele abriu a boca para dizer mais alguma coisa, mas eu apenas apontei para porta e ele pareceu entender porque logo passou por ela. Eu apenas não consigo acreditar que Niall sucumbiu a superficialidade e se tornou uma pessoa que respira e vive falsidade.

Semanas depois...

Completavam algumas semanas que eu e Niall havíamos terminado, e desde então eu percebia o quanto ele não estava feliz com aquele grupinho novo e que ele só fingia estar feliz. Eu estava na sala de aula quando tive a infelicidade de ver Niall entrando de mãos dadas com Amber, ele olhou diretamente para mim e desviou o olhar rapidamente. Eu só desejava correr para o mais longe possível daquele Niall que substituiu o meu Niall, mas eu não daria esse gostinho a essas pessoas.
No final de todas as aulas, como tem sido sido há algumas semanas, eu caminhava para fora em direção a minha casa completamente sozinha. De surpresa, tive meu braço segurado por alguém, o que me causou certo medo.

— Podemos conversar? — a voz de Niall me acalma ao mostrar que não era alguma pessoa com má intenção e logo me viro para olhar para ele, depois de soltar meu braço de sua mão e quebrar a proximidade.

— Eu achei que conversar comigo estava fora da sua agenda de populares...

— Por favor, am... Quero dizer... (Seu nome) — meu coração bateu mais forte ao ter um sinal que o velho e bom Niall estava ali ainda, talvez adormecido, mas ele não tinha sido perdido completamente.

— Você tem poucos minutos antes que algum de seus amigos nos veja juntos.

— Não vamos conversar aqui... Vamos pra outro lugar. – ele segura minha mão e me leva até a lanchonete na frente da escola.

— Você pode falar agora... — eu ainda estava confusa sobre o porquê dele ter me levado justo em um lugar de grande movimento das pessoas que frequentam a escola. Era para ser escondido, não?!

— Me desculpa pelo o que eu fiz... Eu apenas estava tentado a deixar de ser uma pessoa que só você enxergava, para ser uma pessoa respeitada e “aclamada" pelos outros. Eu não queria mais ser o Niall para você e um ninguém para os outros, eu queria me sentir valorizado e ter muitas pessoas a minha volta. — ele suspirou fechando os olhos — Eles apenas me queriam lá porque estavam todos abaixo da média, eu era apenas a solução para que todos não repetissem de ano... Eu sou tão burro que achei que finalmente eles haviam visto algo legal em mim.

— Niall, eu não sei nem o que dizer... – seguro sua mão – Você me magoou muito agindo daquela forma e me dizendo aquelas coisas... Você tem valor para mim como você é e não precisa agir como um idiota para ser aceito. Você sabe que poderia ter se aberto comigo sobre como se sentia, eu poderia ter tentado te ajudar de uma forma que não te deixasse arrasado como você está agora.

— Eu sei, eu tomei a pior decisão da minha vida deixando você que sempre esteve ao meu lado quando eu precisei... Só espero que você possa me perdoar. — ele deu um leve aperto em minha mão.

— Eu te perdoo Niall, mas quero que você saiba que as coisas estão muito recentes e não vamos voltar...

— Você aceita namorar comigo, de novo? — ele perguntou exibindo uma caixinha de veludo nas mãos e dentro dela havia duas alianças. A quem eu quero enganar? Eu amo o Niall.

— Sim meu amor, sim — digo com um enorme sorriso no rosto e ele me puxa para um beijo.

— Eu te amo, (seu nome) o meu erro me fez perceber que você é a garota certa e que não haverá outra.

E aqui estava o meu Niall novamente, perto de mim e nos meus braços, eu sei que ele é o meu Niall não apenas por estar comigo novamente, mas sim por ele não se importar com a forma que eu me pareço ou com que as pessoas vão pensar ao nos ver juntos.




O pedido era com o Harry, mas por um erro que eu cometi acabou sendo com o Niall. Desculpe.
Esse foi um imagine feito pela Lanah do Mullinganar Dreams com um pequeno toque meu. Esperamos que vocês gostem.
Obrigada por ter topado trocar pedidos, Lanah
















(eu estava com muita saudade dessa assinatura ^.^)