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Imagine Niall Horan | I Miss You

em 16 de novembro de 2016 |


Itálico é o pensamento dele


— Eu espero que você possa me ouvir. Eu me lembro claramente o dia que você partiu, estava parcialmente nublado e mesmo com a possibilidade de chuva eu tinha um jogo de golfe com meus amigos marcado para a manhã. Eu acordei bem cedo para tomar café com os caras em uma padaria e deixei você e nossa filha dormindo em nossa cama, a pequena teve um pesadelo e foi dormir com a gente no meio da noite.
Sorri fraco lembrando do quão fofa a Maggie estava com sua carinha irresistível.
— Entrei no carro depois de deixar a bolsa com os tacos de golfe no banco de trás e dei partida para a cafeteria perto do clube, eu me lembro que o Brendan demorou um pouco para chegar e eu fiquei conversando com o Phillip e o Daryl algum tempo sobre golfe e futebol, até que estávamos os quatro indo em direção ao clube rindo das piadas sem graça de Brendan sobre o seu atraso. Naquele dia eu ganhei e passei na cara dos meus amigos o quanto eu era melhor que eles no golfe até que eu ouvi meu celular tocar e sem pressa o atendi ao ver o seu nome na tela.
— Oi, amor? 
— Niall, você pode buscar a Maggie na escola? Eu estou presa no centro. 
— Eu estou com os caras, (seu nome), não tem como você se adiantar ai?  
— Está bem... Eu me viro, tchau. 
— Tchau, eu te amo. 
— Quando eu falei percebi que você já tinha desligado a ligação e eu apenas empurrei o telefone para dentro do bolso me virando para os meus amigos.
— O que acham de uma cerveja? 
— Eles aceitaram tomar uma cerveja e nós fomos para um bar não muito longe beber enquanto conversamos sobre o jogo que tivemos e sobre o Brendan tentar sempre roubar por não ter muita prática. Ficamos rindo e bebendo até que meu celular tocou de novo e eu revirei os olhos pensando ser você, me desculpe por ter isso, e era um número desconhecido.
Sim? 
— Aqui é a diretora Margareth e estou ligando para informar que a Maggie é a última aluna ainda na escola. Temos um horário para fechar e não podemos simplesmente deixá-la do lado de fora. 
— A senhora já telefonou para a minha esposa? Ela disse que iria buscar a Maggie. 
— Liguei sim, senhor. O telefone só dá fora de área. 
— Eu vou buscá-la, não demoro muito a chegar. 
— Vamos esperá-lo. Obrigada. 
— Bufei audível e guardei pela segunda vez o telefone no meu bolso terminando de beber todo o liquido em meu copo.
— Tenho que ir, caras. — falei me levantando e deixando metade do dinheiro da conta sobre a mesa — (seu nome) não vou buscar a Maggie e sobrou para mim. 
— Me despedi dos caras e eu sai rapidamente indo para o carro e depois seguindo para a escola. Quase chegando na escola eu tive que contornar em outra rua por causa que a que dava direto na escola estava interditada, provavelmente algum acidente aconteceu e impediu a circulação de carro. Estacionei em frente a escola assim que cheguei e Maggie correu até o carro entrando no banco ao lado do meu, dando um beijo na minha bochecha logo em seguida.
— Onde está a mamãe? — ela perguntou colocando o cinto. 
— Eu não sei ao certo... Acho que ela foi fazer compras e não chegou a tempo. — dei partida no carro. 
— Estou com uma coisa aqui. — ela colocou a mão no peito esquerdo. 
— Está doendo? O que é? 
— Eu não sei... Só é estranho. 
— Já vai passar... Não é nada. — eu sorri para ela.
— Quando chegamos em casa não demorou muito para que recebermos a notícia de que você havia sofrido um acidente e estava em estado grave. O meu chão desabou no exato momento igual o celular que eu segurava, nada me faria ficar um minuto em casa sabendo que você estava em um hospital sozinha, então eu e Maggie fomos correndo para lá apenas para receber a notícia de sua morte.
Respiro fundo a fim de conter as lágrimas que insistem em banhar meu rosto e fazer minha voz falhar. Esse assunto sempre será muito devastador para mim.
— Maggie e eu não sabíamos o que fazer, ela havia perdido a mãe e eu a minha esposa, nossa razão de viver, o nosso amor. Não seria menos do que difícil para nós dois, foi como se uma parte nossa tivesse sido arrancado sem anestesia ou aviso prévio. Foi tão de repente.
Fechei meus olhos respirando fundo novamente e tudo passava em minha mente como um filme, como se eu tivesse revivendo o momento outra vez.
— Eu não conseguir ser como você era, você sempre sabia o que fazer, mas eu apenas não soube arrumar as coisas para que ficasse em ordem novamente. O dia que você se foi eu percebi que nada mais seria igual, a Maggie não é mais a mesma. Ela ficou agressiva e eu não soube o que fazer, ela não é mais a nossa doce menina e eu sei que é a falta que você está fazendo, eu também sinto a sua falta. As coisas estariam melhores com você aqui.
Abri os olhos encarando a lápide onde estava escrito “(Seu nome) Horan 23/07/1985 - 10/10/2015 Amada filha, esposa e adorada mãe.", e deslizei meus dedos sobre as letras de seu nome.
— Eu agi como um idiota e me arrependo muito desse dia, talvez se eu tivesse atendido o seu pedido você ainda estaria aqui. Eu não consegui te beijar, nem um aceno de adeus, eu gostaria tanto de te ver novamente, de te ter aqui, mas eu sei que eu não posso. Eu demorei um tempo para perceber que você não iria voltar, mas eu continuo me perguntando por que as coisas tiveram que ser assim. Você se foi para um lugar ao qual eu não posso te trazer de volta e eu e a Maggie precisamos de você, precisamos muito porque nós mal nos falamos e raramente ela me chama de pai. Isso dói, dói tanto quanto não ter aqui comigo.
Meu choro se intensificou ficando mais alto do que eu gostaria e eu apenas me debrucei sobre o túmulo sentindo alguns pingos de chuva caírem sobre meu corpo, mas eu não podia me importar menos com esse detalhe. Eu apenas levantei o meu rosto quando eu ouvi uma fungada que no era minha e me virei vendo a Maggie com as mãos cobrindo seu rosto.
Eu não sei muito o que fazer, não sei se eu devo ir até ela a abraçar ou só ficar na minha e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa ela caminhou até mim me abraçando forte e escondendo seu rosto em minha camisa.
Fechei meus olhos deixando as lágrimas agora silenciosas descerem por meu rosto misturadas a chuva que nos banha enquanto eu afago os cabelos tingidos da minha filha de dez anos. A muito tempo eu não sentia esse abraço, a muito tempo ela não a me deixava vê-la chorar.
— Desculpa, pai... Desculpa. — ela disse entre o choro e eu apenas a apertei um pouco mais em meus braços.
— Tudo bem, querida... Eu te amo. — sorri fraco.
— Eu também te amo e também sinto a falta da mamãe, eu queria tanto que ela estivesse aqui.
— Ela está em nossos corações, agora temos que nos despedir e ir para casa. — ela assentiu e me soltou.
— Adeus, mamãe... Eu te amo. — disse ainda chorando enquanto olhava o túmulo.
— Eu nunca vou deixar de te amar... Até mais.
Maggie buscou a minha mão e nós nos viramos caminhando para fora do cemitério sentindo a chuva fraca molhar nossos corpos. A mesma sensação de quando (seu nome) partiu estava presente, a sensação de não estar incompleto, de deixar parte de mim para trás, mas por ela temos que continuar a viver.
Ela não gostaria de nos ver afundando, pelo contrário, ela com certeza nos quer bem e sorrindo.


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