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Imagine Harry Styles | Flowers and Chocolate



— Aqui é muito bonito. 

(Seu nome) sorriu olhando para os lados observando com atenção cada mínimo detalhe do restaurante que seu namorado, Harry, a levou para jantar. Não havia uma comemoração específica, ele apenas sentiu vontade de sair na companhia dela e a levou para jantar em seu restaurante favorito e consequentemente caro pelo serviço de qualidade e os renomados chefs de cozinha. 

— Você nunca veio aqui? É o meu lugar favorito em Londres. — ele sorri pegando o cardápio o analisando mesmo que ele já soubesse o que iria pedir — Traga um vinho enquanto decidimos o que pedir, por favor. — ele desviou o olhar para o garçom sorrindo de leve o vendo se afastar. 

— Meus amigos daqui não são muito de restaurantes, sempre que eu vinha a Londres, nós íamos nos divertir em pubs. — (seu nome) disse simplesmente olhando o menu tentando decidir se pede por conta própria ou pede a ajuda de Harry, já que ele já é familiarizado com tudo no lugar. 

O vinho chegou e suas taças foram servidas, Harry fez o pedido para ambos e o garçom acenou com a cabeça se retirando e deixando os dois a sós. 

— Aqui é bem aconchegante. — (seu nome) comentou e levou a taça até os lábios bebendo um pouco do vinho. 

— Sim... Eu me sinto em casa quando venho até aqui. É simples e sofisticado. — Harry sorriu também bebendo um pouco do vinho. 

— Temos quanto tempo até termos que voltar a Los Angeles?  

— Acho que uma semana... O suficiente para terminar a divulgação do álbum por aqui. — Harry deu de ombros olhando para a entrada do restaurante onde pôde ver uma loira entrando desacompanhada — Eu não acredito... Que coincidência. — vendo o sorriso animado em seu rosto, (seu nome) seguiu o olhar dele não gostando nada do motivo do sorriso — Eu preciso ir até ela, você se incômoda? Eu não vou demorar! 

Antes que (seu nome) pudesse responder, Harry já caminhava em direção a loira deixando a namorada para trás se perguntando o porque da pergunta se ele ao menos deixou que ela respondesse que se incomodaria muito se ele fizesse aquilo, talvez ele não esperou justamente por saber que ela seria sincera em dizer que sim. 
(Seu nome) assistiu o namorado chamar a moça de forma animada, não que ela pudesse ouvir algo já que a mesa ficava há seis mesas de distância da qual estava sentada, mas ela podia notar pelo sorriso no rosto de Harry. Eles se abraçaram e ela se sentou à mesa e Harry continuou de pé, não por muito tempo, porque ele não demorou a se sentar. Mesmo que ele tenha apontado para a mesa em que ela estava em algum ponto da conversa, ele não pareceu se importar em voltar a se sentar com ela porque se passaram cinco minutos e nada dele se levantar da mesa que agora estava. 
Os pedidos chegaram e pela expressão facial do garçom, ele estranhou o fato de da mulher estar sozinha e estranhou mais ainda ao passar os olhos por todo restaurante e ver seu par em outra mesa com outra mulher. (Seu nome) poderia jurar que o garçom estava decidindo se perguntava se deveria levar o prato de Harry até ele na outra mesa, mas ele pediu licença e saiu ainda sem entender. 
(Seu nome) começou a comer sua refeição na esperança de que Harry olhasse em sua direção e se tocasse de que a verdadeira companhia dele estava sozinha na mesa que ele deveria estar, com um prato esfriando a sua frente enquanto ele está de papo com uma loira vadia. Não que a loira seja culpada do que ele fez, mas a essa altura para (seu nome), até o manobrista tem culpa por ela estar sozinha fazendo papel de idiota.  
Mais alguns minutos se passaram e (seu nome) poderia dizer que foram horas, ela terminou de comer, de beber o vinho e Harry continuava a conversar e sorrir na mesa com outra pessoa e essa foi a gota d'água. 
Depois de limpar a boca no guardanapo, (seu nome) pegou sua bolsa na cadeira ao lado e se colocou de pé caminhando até a mesa em que o namorado estava. 

— Com licença. — ela falou com um sorriso forçado no rosto quando se aproximou — Eu só vim avisar ao meu namorado atencioso e dedicado que eu ainda estou nesse restaurante e que já terminei de jantar sozinha enquanto o prato dele enfiava a minha frente. — ela usou todo o sarcasmo que podia para dizer os adjetivos "atencioso e dedicado". 

— (Seu nome) e... 

— Não precisa dizer nada, querido. — ela o interrompeu queimando-o com seus olhos enquanto o sorriso forçado não deixava seu rosto — O que deveria ter sido dito já não dá mais tempo... Lembre-se na próxima vez de me dizer que eu só vou te acompanhar até a porta do restaurante porque você vai se sentar com outra pessoa. Assim eu não me dou o trabalho de sair de casa. — Harry ficou a olhando sem reação e a mulher loira a sua frente, sem saber o que fazer, tomou um gole da água que estava em sua taça sobre a mesa — Tenham uma boa noite. — (seu nome) se virou para sair mais voltou-se ao namorando quando se lembrou de algo — Não se preocupe... O garçom irá trazer a conta até você.  

E então ao se virar, (seu nome) caminhou decidida para fora do restaurante deixando que o sorriso falso sumisse de seus lábios que pareciam dormentes de tanto ficarem esticados em falso contentamento. Ela estava borbulhando de raiva por dentro e milhões de pensamentos homicidas passaram por sua mente enquanto ela andava até o ponto de táxi mais próximo torcendo para não ficar ali muito tempo esperando porque isso era só o que faltava para fazê-la cuspir fogo no primeiro que aparecer em sua frente. 
Os minutos foram passando enquanto ela batia o pé no chão impaciente, agradeceu mentalmente ao ver um farol de carro indo em sua direção, mas quando ele parou a sua frente ela apenas amaldiçoou a noite miserável que estava tendo. 

— Entra no carro! — Harry falou autoritário ao abaixar o vidro do lado do passageiro para que pudesse ver a namorada. Quando ela apenas se virou na outra direção como se ele não estivesse ali, ele bufou irritado — Não me faça descer e te pegar a força. 

— O que aconteceu com o super papo que você estava tendo com aquela mulher? Só era interessante quando você sabia que tinha uma idiota comendo sozinha enquanto esperava por você? — (seu nome) se virou para olhar o namorado ainda dentro do carro. 

— Aquela mulher é apenas uma amiga que eu não via há algum tempo, o papo só rendeu e eu não me esqueci de você. Eu estava conversando sobre o meu álbum. — Harry tentou se explicar, mas viu que não deu certo ao ouvir a risada sarcástica da namorada. 

— Fico muito feliz em saber que eu não fui esquecida por você... Não posso nem imaginar como seria se você realmente tivesse me esquecido.  

— Não seja assim, (seu nome). Por favor, não complique as coisas. — Harry passou a mão sobre o rosto. 

— Eu não te obriguei a vir atrás de mim, você poderia fazer como fez no restaurante. Me ignorar completamente. 

— Entra no carro que eu vou te levar para casa. — Harry falou após um suspiro cansado. 

— Tchau, Harry! 

(Seu nome) caminhou até um pouco mais atrás do carro e sinalizou para um táxi que se aproximava, ignorando os chamados de Harry. Ela não queria discutir mais e entrar no carro dele só os fariam brigar, ela estava de cabeça quente e nada que ele dissesse poderia fazer com que ela se acalmasse. 

[...] 

(Seu nome) e Harry não se falam desde a noite do restaurante e já se passaram uma semana desde então. Naquela noite ela foi direto para o aeroporto e voltou para Los Angeles, sem se importar de pegar suas roupas na casa de Harry em Londres. Ela ignorou todas as chamadas telefônicas e todas as mensagens que ele a mandou, a única coisa que ele ficou sabendo foi por uma curta mensagem que ela mandou. 

"Estou bem. Estou em LA.

Harry logo estaria de volta e com certeza a procuraria, ela só não esperava que seria tão rápido ao abrir a porta de sua casa e dar de cara com ele. 

— Está disposta a conversar agora? — Harry entrou na casa sem deixar que a mulher falasse algo — Você acha certo sumir e não me dizer nada? 

— Eu disse que estava bem e onde estava. — (seu nome) rebateu fechando a porta. 

— Me desculpa, 'tá legal? — Harry a olhou nos olhos — Eu não deveria ter te deixado tanto tempo sozinha, isso foi erro meu, mas você também não cooperou. Mal me deixou falar e foi embora sem me avisar. 

— Ok, Harry. Satisfeito? — (seu nome) apoiou a mão em sua cintura. 

— Você ainda está brava? Cara, já se passaram uma semana. — Harry bufou. 

— Não me chama de cara e eu já disse "ok". 

— "Ok" não quer dizer nada, (seu nome). 

— Está bem, Harry, tudo bem você ter me deixado mofando naquela mesa. — ela falsificou um sorriso. 

— O que eu faço para fazer você me perdoar?  

— Você já pensou em flores e chocolate? Acho que daria certo... — (seu nome) deu de ombros. 

— Isso! Fique aqui, eu já volto! — Harry saiu apressado pela porta fazendo (seu nome) rir. 

— Eu espero que esse "já volto" não seja como o "não vou demorar" do restaurante. 

(Seu nome) riu ao falar já sozinha na sala de sua casa. Ela não está mais brava, só gostava de ver Harry todo preocupado e empalhado em fazê-la desculpa-lo.





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Imagine Zayn Malik | Drunk



Todas as coisas que haviam anotadas na minha lista estavam quase todas providenciadas, para isso eu contei com a ajuda de alguns amigos que se disponibilizaram a ajudar. Meu namorado estará completando 24 anos em dois dias e eu resolvi preparar uma festa, não é um aniversário surpresa, mas eu que estou no comando de tudo e não deixo o Zayn opinar.  
Quero que seja uma coisa organizada por mim para ele.  
O tema que eu escolhi foi à fantasia, eu sempre gostei de festas desse tipo e o Zayn também então achei que seria uma boa depois de comentar com ele e receber um comentário positivo. Minha fantasia já estava pensada e Zayn estava se decidindo como qual dos seus personagens de filmes ou quadrinhos ele preferia se vestir, quando Niall nos convenceu a não fazer isso dizendo já temos uma época do ano específica para fantasias.
As únicas coisas que precisávamos para poder respirar com mais calma - eu pelo menos que estou dando o sangue para que tudo seja incrível - é um DJ e um barman, mas espero resolver essas pendências amanhã ao ir em uma agência responsável por esses serviços.  
Os dois dias voaram e tudo estava perfeito olhando da porta de casa, eu já estava trajando a meu vestido de festa - que segundo Zayn é minúsculo - enquanto encara o jardim bem iluminado com um palco improvisado para o DJ e um bar do outro lado para que o barman preparasse as bebidas. Alguns de nossos amigos de outras cidades que estavam na hospedados na casa já se encontravam espalhados pelo jardim, alguns deles até já estavam com um copo de bebida em mãos.
Zayn não demorou a aparecer e fomos cumprimentar os convidados que estavam chegando aos poucos e logo se dirigindo a pista de dança. Quando o jardim estava lotado, eu apenas queria me certificar que todos estavam sendo bem servidos e se divertindo esquecendo da minha própria diversão, mas tudo que eu queria era que tudo fosse impecável.
— (Seu nome)? — Harry praticamente gritou em meu ouvido por conta da música alta e eu me virei o dando atenção — Você precisa se divertir. — ele sorriu levando a borda do copo com um líquido azul até a boca.
— Eu estou ocupada! — foi a minha vez de me aproximar de seu ouvido para ser ouvida.  
— Está tudo bem, apenas relaxe. — ele empurrou o seu copo em minha direção e para não desapontá-lo tomei apenas um gole.
— Tenho que ir!
Eu tratei logo de me afastar para dar mais uma volta e me convencer que tudo ficaria bem sem a minha fiscalização, a verdade é que eu não gosto muito de beber e não quero me sentir pressionada a fazer isso, então não ficar parada apenas em um lugar era o meu plano.
Avistei Liam e Zayn conversando perto do bar enquanto cada um tinha um copo com bebidas de cores diferentes e me aproximei abraçando o Zayn por trás.
— Você fez um bom trabalho, (seu nome). — Liam disse em um tom audível e sorriu em seguida.
— Obrigada. Foi tudo para o meu namorado lindo. — eu sorri.
— Eu adorei! — Zayn virou o rosto encontrando seus lábios com os meus em um selinho — Agora só quero curtir com minha namorada e não ficar a assistindo correr de um lado para o outro nesse imenso jardim lotado de pessoas. — ele brincou e eu ri baixo.
— Eu acho que ela precisa beber um pouco... — Liam comentou e se virou para o barman — Prepara uma margarita, por favor.
— Até você, Liam?! — fingi indignação e me coloquei na frente de Zayn para ter suas mãos em volta da minha cintura — Saiba que não é o primeiro que quer me embebedar.
— Quem foi o primeiro? — Zayn perguntou quase no mesmo instante.
— Harry. O encontrei antes de chegar aqui. — Zayn assentiu e o barman deixou a bebida sobre o balcão e Liam a empurrou em minha direção.  
Mais uma vez peguei o copo com bebida e tomei um gole tentando sorrir para não parecer uma idiota quando a bebida queima a minha garganta ao descer. Depois de alguns minutos consigo convencer Zayn à dançar comigo e nós vamos para a pista de dança deixando as bebidas de lado.
Depois de três músicas que dançamos, nossa pele já se encontrava com uma fina camada de suor e então voltamos para onde estávamos tendo agora como companhia, além de Liam, Louis, Niall, Harry e Andy. Zayn pediu uma bebida para se refrescar e eu pedi uma água atraindo o olhar surpreso de todos.
— O que foi? — me senti um pouco desconfortável com a atenção repentina.
— Você pediu água... Em uma festa. — Niall explicou e eu revirei os olhos.  
— E onde está o crime nisso? — peguei a garrafa de água a abrindo, mas logo ela foi tomada de mim por Louis.
— Não se bebe água em uma festa como essa. — ele falou devolvendo a garrafa para o homem do outro lado do balcão.
— Só pode ser brincadeira... — murmurei negando com a cabeça.  
— Bebe um pouquinho, amor. — Zayn sussurrou em meu ouvido — Só para eles pararem de encher o saco.
Para atender ao pedido do meu namorado e aniversariante, eu aceitei beber apenas um copo do que eles me propuseram e o virei de vez em minha boca como Niall me instruiu. Minha garganta ardeu como se fogo passasse por ela e pela risada dos garotos, minha careta havia sido muito engraçada.  
— Mais uns dois copos você nem sentirá mais arder. — Harry me empurrou outro copo cheio e eu neguei imediatamente.
— Qual é, (seu apelido)?! Você precisa aprender a se divertir. — Andy riu e mais uma vez eu neguei.
— Mais um... Só para mostrar que você não foge de um desafio. — Liam me encarou e eu suspirei aceitando mais uma vez e virei a bebida para dentro da minha boca recebendo um beijo de Zayn em minha nuca e sem dizer nada, Harry tornou empurrar outro copo em minha direção.  
— Já chega! — tentei colocar um ponto final em toda a insistência, mas todos eles começaram a gritar "vira, vira, vira" me fazendo mais uma vez fazer o que eles queriam.  
Teve um momento que eu não sabia quantos copos de bebida eu havia virado, minha garganta já havia se acostumado com o ardor e não fazia mais diferença quando eu bebia. Se me perguntarem quantas pessoas estavam ao meu redor, eu provavelmente responderia que tinha um par de cada uma delas porque em algum momento eu passei a ver as coisas em dobro.  
Minha única vontade era dançar, sem saber o por que e sem perceber eu estava rebolando no meio dos meninos que formavam um círculo ainda próximo ao bar, mas isso não demorou muito porque Zayn começou a me guiar para dentro de casa e com sua ajuda, logo estávamos entrando no quarto.  
— Eu não quero ficar aqui... Quero ir para a festa. — eu mesma quase não entendi o que eu havia dito pela forma embaraçada com que as palavras saíram da minha boca.
— Chega de festa para você, os caras fizeram você beber demais. — Zayn me puxou pela mão em direção ao banheiro e depois de quase esbarrar na mesinha, ele segurou minha cintura me dando equilíbrio.
— Eu estou bem, Zayn, bem... — escorreguei na parede até esta sentada no chão quando Zayn me deixou para ligar o chuveiro — Muitooooo bem... Bem, bem... Melhor. — eu comecei a rir sem um motivo aparente.
— Você está bem... Bem bêbada. — ele me colocou de pé e começou a tirar minha roupa.
— Você quer abusar de mim... Eu vou gritar bem alto. — encostei minha cabeça na parede o assistindo me despir.
— Ninguém vai te ouvir então vá em frente.  
— Não quero gritar... Você é lindo. — mudei de assunto rindo como uma retardada. Apenas com calcinha e sutiã, Zayn me enfiou embaixo da água gelada do chuveiro enquanto eu resmungava tentando me agarrar a ele a fim de me livrar do frio.
— Frio... — me encolhi tendo a toalha a minha volta e caminhando para fora do banheiro com o auxílio de Zayn.
— Já vai passar... Tire essa roupa molhada que eu vou pegar algo para te vestir.
Apenas fiz o que ele falou deixando a toalha e minha roupa intima no chão esperando que Zayn voltasse até mim com a roupa, ele me trouxe uma de suas camisas e me ajudou a me vestir guiando-me até a cama em seguida e se deitando comigo.
— Amanhã você acordará com uma fodida dor de cabeça... Então, boa noite, amor.
Foi a única coisa que lembro ter ouvido antes de cair no sono pesado.



Hoje mais um dos nossos garotos está ficando mais velho 


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Imagine Harry Styles | Give Me Love



Eu não consigo acreditar que me atrasei para o meu horário no salão, tudo isso foi culpa de Harry que pareceu esconder a chave do meu carro quando eu me recusei a desmarcar meu horário no mais badalado salão para ficar com ele em sua folga do trabalho.  
Pelo amor de Deus, quem deixaria de lado um compromisso tão importante para passar o dia inteiro fazendo qualquer coisa? Eu prefiro cuidar do meu cabelo e minhas unhas.
Minha agenda está lotada, irei ao salão, às compras, sair para tomar um café com minhas amigas e por fim irei no meu massagista. Tudo que eu faço em meus dias é organizado com antecedência para que até no fim do dia todas as coisas sejam feitas como o previsto.
Eu tenho a vida que qualquer pessoa pediu a Deus, posso comprar tudo que me vem em mente e um closet dos sonhos, o único defeito é o meu marido. Ultimamente ele anda me cobrando algumas coisas que não dependem de mim, ele acha que eu escolho o horário no salão, mas a verdade é que toda semana eu tenho que lutar para conseguir um tempo para cuidar dos meus cabelos e eu me recuso a ficar sem esse meu pedaço de felicidade.  
Tem sido patético a forma como Harry se esfrega em mim em busca de carinho como se eu não fosse uma pessoa ocupada, não é como se eu fosse trocar um dia no spa para passar o dia com ele respirando em meu pescoço me causando agonia.
No fim do dia eu já me sentia exausta enquanto entrava pela porta da frente com o porteiro trazendo todas as minhas compras de hoje, não tinha muita coisa, eram só umas cinquenta sacolas com umas coisinhas básicas, compra mesmo eu faria dia seguinte.
Deixei minha bolsa sobre a mesinha de vidro no centro da sala e me joguei sobre o sofá livrando meus pés dos saltos que os impossibilitam de respirar, fecho meus olhos respirando fundo tentando relaxar.
— Obrigada, Geoff. Pode se retirar. — ouvi a voz de Harry e nem ao menos abri meus olhos.
Ao ouvi a porta se fechar, senti o sofá ao meu lado afundar e um corpo se aproximar do meu me causando uma sensação incômoda, como se meu espaço pessoal estivesse sendo invadido, então eu apenas me afastei.
— Você sempre se afasta quando eu me aproximo, somos casados (seu nome), eu mal posso te tocar. — bufo abrindo meus olhos e me viro para ele.
— Dá um tempo, Harry, eu estou cansada. — me levanto e caminho em direção a saída da sala.
— Mais tempo do que eu já te dei? Você só faz compras e mais compras como pode estar cansada? — me viro para ele o encarando incrédula.
— É impressão minha ou você vai começar a jogar tudo na minha cara? — jogo minha bolsa no sofá e cruzo meus braços.
— A única coisa que quero jogar na sua cara há muito tempo é o quanto você é uma péssima esposa. — ele sustentou meu olhar.
— Péssima esposa? Eu sou uma perfeita esposa apenas por aguentar toda essa sua carência.
— Eu não seria carente se minha esposa me desse um pouco de carinho, se fosse para me sentir sozinho eu não teria me casado. — reviro os olhos completamente entendida com esse papo.
— É bom saber que se arrepende desse casamento.
— Eu não me arrependo... A única coisa que eu lamento é não ter percebido que a mulher que eu realmente amo estava perdendo seu lugar para uma pessoa fútil e vazia que só pensa em dinheiro, compras e luxo. — eu apenas ri negando com minha cabeça sem acreditar realmente no que eu estava ouvindo — Essa realmente foi uma perda dolorosa, eu amava sua forma doce e seu sorriso imenso quando eu a roubava um beijo em algum momento de distração. — ele sorriu de forma amarga, como se lembrar daquelas coisas o machucasse inteiramente por dentro — Hoje eu durmo ao lado de uma mulher ácida e intocável que apenas sorri na minha presença quando eu libero o cartão de crédito sem limite.
Ok. A forma que ele contava essa história estava um pouco exagerada, eu não me tornei tudo isso desse jeito que ele narrou. Eu ainda sou doce e consigo sorrir por outras coisas que não seja apenas um cartão de crédito.
Eu consigo me lembrar perfeitamente a última vez que nos beijamos de verdade, apaixonantemente, até por que não faz muito tempo. Isso aconteceu no jantar em família que tivemos em... Em... 2015? Não temos mais jantarem em família, então provavelmente foi no aniversário de dez anos da Lux. Mas acho que também não foi porque a Lux está com doze anos agora...
Bem, talvez eu não consiga me lembrar muito bem, mas eu tenho muita coisa mais importante na minha cabeça.
— Eu não vou ficar aqui te atormentando com essas coisas porque sei que você não se importa... — ele falou e riu tristemente quando percebeu que eu não diria nada — Se precisar de mim estarei no quarto de hóspedes, mas como eu sei que não vai precisar, alguém deve está me substituindo no papel de marido.
Ele apenas se virou caminhando em direção as escadas até sumir da minha vista me deixando estática na sala com suas palavras processando na minha mente. Ele acabou de dizer que desconfia que eu tenho um amante e isso é um absurdo, essa ideia nunca passou por minha cabeça e ele está sendo um idiota ao pensar isso de mim.
Depois do que pareceu horas em pé na sala, eu me coloquei a caminhar pelo mesmo caminho que ele fez até o quarto de hóspedes, teríamos que esclarecer essa sua quase acusação de adultério.
Ao levar minha mão a maçaneta da porta entreaberta pude ouvir a voz de Harry vir de dentro do quarto e apenas me permitir ficar ali parada até que ele terminasse de falar com quem fosse no telefone.
— Não... Eu já tentei, não tem mais jeito...
Sua voz estava mais rouca que o normal e saia como um sussurro.
— É como se ela não existisse mais, é como se fossem duas pessoas diferentes, mas uma delas se foi. A melhor delas, a que eu amo.
Pude perceber que ele falava de mim para quem seja do outro lado e isso me deixou um pouco incomodada, a maneira como ele estava falando.
— Claro que eu ainda a amo, mãe, eu não continuaria aqui se não amasse... Mas eu acho que não aguento mais ter o coração partido a todo instante que ela me trata como um nada.
Ouvi Harry fungar e pude ter certeza que ele estava chorando, chorando por minha causa. Ele sempre foi tão forte e me consolou em tudo e hoje eu o faço chorar.
— Eu vou ficar bem... Vou pensar no que será melhor para mim, sim. Eu também te amo.
O silêncio no quarto depois da ligação ser encerrada foi substituído por soluços não muito baixos fazendo com que uma parte de mim se quebrasse como um pedaço de vidro ao ter um impacto com o chão. O que eu havia me tornado estava acabando com a melhor pessoa que eu conheci em toda a minha vida, eu amo o Harry, mesmo com tudo que nos aconteceu, com meu descuido ao me tornar uma pessoa vazia, mas eu o amo mais que tudo.
Em passos lentos e em silêncio eu adentrei o quarto indo até a cama, me sentando sem ao menos receber sua atenção. Levantei minha mão para tocar seus cabelos que estavam espalhados sobre o travesseiro e ponderei a ideia, não sabendo o que fazer quando eu havia passado tanto tempo sem tocá-lo.  
Eu estou temendo tocar o meu marido por não saber sua reação.
Finalmente deixei tudo em minha mente se esvair e pousei minha mão delicadamente em seus fios rebeldes acariciando cuidadosamente como se fosse se desintegrar em meio aos meus dedos.
— Eu sinto muito pelo que aconteceu com a gente... Comigo, devo dizer. — sussurrei baixinho como se minha voz fosse machucar seus ouvidos — Eu me dei conta muito tarde que eu não era mais a mesma, espero que ainda possa me perdoar. — fechei meus olhos tentando não chorar, essa era uma coisa que eu não fazia há muito tempo também — Eu nunca trai você com outro homem e nunca deixei de te amar. Nunca. Nem mesmo um segundo. Eu apenas esqueci como um amor deveria ser bem cuidado e esqueci o significado quando minha cabeça só gritava coisas e mais coisas que o meu consumismo queria para se satisfazer — respirei fundo para dizer as palavras seguintes — Eu te prometo que do mesmo jeito que mudei para essa coisa sem coração, eu voltarei a ser a sua namorada de antes, uma esposa de verdade.
— Não prometa o que não vai cumprir... — sua voz saiu em um fio.
— Eu preciso que você confie em mim... Eu estou disposta a isso para não vê-lo mais tão triste e ficar triste também. Eu te amo e te quero bem, pode não parecer nesses últimos anos, mas eu me importo com você, sim.  
— Eu também te amo e só preciso que me dê amor. — ele se sentou me olhando nos olhos pousando suas mãos em meu rosto — Me dê amor para que eu me sinta completo. Apenas me dê amor!
Ele colou nossos lábios em um selinhos singelo assim que terminou dizer o que precisava e eu não demorei para intensificar o beijo o tornando íntimo, coisa que há muito não sabíamos o que era.
Eu estou disposta a destruir essa (seu nome) que me tornei e resgatar a antiga para não partir ainda mais o coração da pessoa que eu amo e consequentemente o perder por coisas que não valem a pena.


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Imagine Louis Tomlinson | Brazil



— Finalmente férias!
Louis falou animado enquanto caminhamos para a saída do aeroporto depois de termos pousado em nosso destino que foi planejado há alguns meses antes que ele estivesse de férias. Louis e eu namoramos há dois anos e há cinco ele tem trabalhado constantemente sem férias estendidas, ele canta em uma boyband que nunca deixa de estar em tempos bons, o que acabou adiando por anos o descanso prolongado até decidirem entrar em hiatus por um ano ou dois anos.
Nós viajamos muito durante os anos de relacionamento, mas nunca tínhamos feito uma viagem que os namorados fazem para se curtir como se estivessem em lua de mel e foi isso que planejamos desde que a história do hiatus entrou em pauta para ser discutida. Estamos tão alegres que só falta nós dois sair saltitando pelo aeroporto.
Não demorou muito para que Louis estivesse reclamando sobre o calor, a diferença do calor que ele está acostumado, como o calor do Brasil é gritante, mas eu me lembro de termos vindo para cá em uma de suas turnês. Não tem como esquecer na verdade, foi a primeira vez que estivemos juntos no meu país de origem.  
Entre as reclamações sobre o calor, drama de dizer que está derretendo, paradas em fast-food para comprar refrigerantes e mais um pouco de drama, chegamos ao hotel não muito conhecido que se localizava um pouco mais distante do centro da movimentada cidade para que a presença de Louis não cause tumulto e acabe com a nossa privacidade.  
A única coisa que Louis fez foi usar o banheiro por causa da quantidade de refrigerante que bebeu, tirar a roupa ficando apenas de cueca e se jogar na cama pedindo para que eu ligue o ar condicionado para que minutos depois estivesse de boca aberta em um sono pesado.
Resistindo a imensa vontade de acertá-lo com um tapa na bunda, eu caminhei até a janela vislumbrando o grande mar que produz um barulho gostoso ao que suas ondas se quebram na areia. O sol um pouco forte demais que me fez um pouco de falta quando me mudei, beija a pele das pessoas que resolveram encará-lo para terem um dia de praia e de quebra conseguir uma marquinha.
A verdade é que eu a tempos não me sentia tão em casa como agora, esse é meu verdadeiro lar, não importa onde eu more, tamanha distância, esse sempre será o meu lugar favorito em todo o mundo.
Mesmo com a empolgação de estar de volta em casa e a vontade de sair rodopiando nas ruas embaixo do sol quente cantando garota de Ipanema, o cansaço me pegou de jeito e eu sou a próxima a me atirar seminua na cama ao lado de Louis.

[…]

Depois de horas de descanso e de eu ter a visão de Louis comendo pizza - que é a única coisa que ele aprendeu em português quando eu tentei ensiná-lo - sentado na poltrona no canto do quarto assim que acordei, estamos agora devidamente vestidos com uma roupa leve e que não nos causará um infarto fulminante ao sair no sol, acrescentando em Louis um chapéu e óculos escuros para não ser reconhecido.
— Minha cabeça está suando... Será que eu preciso mesmo disso?
Louis perguntou ao que sentamos em um banquinho em uma praça bem arejada e com uma enorme sombra feita pela quantidade de árvores ali. Ficamos alguns minutos andando e resolvemos parar para nos refrescar com uma água mineral bem gelada que ainda vou comprar.
— Eu me pergunto se você será reconhecido com esse chapéu e você quer tirá-lo?! — o olho rindo — Você só tem que aguentar mais um pouco. Eu vou ali comprar água para nós dois. — aponto para um homem que tem uma grande caixa térmica sobre sua bicicleta.
Após ver Louis assentir, me levantei do banquinho indo em direção ao homem que é muito simpático comigo fazendo com que a conversa sobre o clima se estenda um pouco mais de cinco minutos. E são esses mais de cinco minutos suficiente para que eu perca o meu namorado que não se encontra mais na praça.
Várias coisas se passam em minha cabeça quando eu ainda não tenho sinal dele depois de rodar a praça quase que dez vezes, é como se ele tivesse evaporado no pouco tempo que eu desviei a minha atenção. A hipótese de ele ter voltado para o hotel, ter sido sequestrado ou apenas sido abduzido rodeiam minha cabeça e o que mais me deixa desesperada é o fato de que a segunda hipótese é a mais provável porque ele não tentaria voltar ao hotel sem me falar sabendo que não sabe o caminho.
Eu estava quase começando a gritar por seu nome quando eu senti uma mão em meu ombro e uma sensação de alívio tomar todo o meu corpo. Me virei para a pessoa sorrindo, mas esse sorriso morreu assim que vi que não se tratava do meu namorado e sim do meu ex, Ricardo.
— Nossa, não achei que ficaria tão feliz de me ver. — ele falou com um tom brincalhão e riu em seguida.
— Não... É que eu estou procurando uma pessoa, achei que você fosse ela. — sorri forçado tentando não pensar o quanto Louis deve estar confuso e perdido.
— Eu sinto muito por não corresponder a sua expectativa, mas eu estou muito feliz em ver você. — ele sorriu com o seu típico sorriso que me fazia cair ao seus pés. Fazia, agora que eu conheço Louis, nenhum sorriso se iguala ao dele.
— É bom ver você também. — digo sem o dar muita atenção enquanto corro meus olhos ao redor a procura do inglês desaparecido.
— Você parece um pouco ocupada, mas não gostaria de ir tomar um sorvete comigo?  
— Eu estou realmente ocupada, desculpe, mas não vai dar.  
— Você poderia pelo menos me dar um abraço? Eu realmente estava com saudades de você. — eu olhei em sua direção um pouco desconfiada, mas em nome dos velhos tempos eu resolvi ceder e abraçá-lo, me arrependendo segundos depois que tive que virar com agilidade meu rosto para o lado quando ele tentou me beijar de surpresa.
Antes mesmo que eu falasse alguma coisa, mãos encontraram o meu ombro e o de Ricardo nos separando bruscamente e eu estou agradecida quando vejo um Louis nos encarando com uma cara de poucos amigos.
— Que porra está acontecendo? — sua voz continha uma alto grau de irritação.
— O quê? — Ricardo perguntou encarando Louis com uma careta de quem não entendia nada. E de fato ele não entende.
— O que você acha que estava fazendo com a minha mulher, seu bastardo?! — Louis não gritava, mas também não falava baixo.
— Louis... — tentei falar que o cara não estava entendendo nada, mas Louis não me deu oportunidade.
— Você quer morrer? Eu vou matar você se encostar nela de novo, porra. As coisas de onde eu venho não funcionam assim, então eu não permitirei, entendeu?!  
— Lou...
— Pare de me olhar com essa cara de merda e responda a porra que eu estou- 
A única maneira que encontrei de calar o Louis foi o surpreendendo com um beijo, beijo esse que fiz questão de prolongar para vê se Ricardo se tocava e dava o fora para não piorar as coisas. Assim que separei nossas bocas e abri os olhos, as íris azuis de Louis me fitavam com atenção em busca de respostas.
— Onde você estava Louis? Eu estava louca atrás de você. — eu fui a primeira a perguntar tirando sua chance.
— Eu percebi o quanto você estava preocupada me procurando. — ele ironizou e eu o empurrei pelo ombro.
— Você que resolveu sumir justo na hora que o louco do meu ex escolheu para tentar me beijar de surpresa.
— Espera! Seu ex? — ele parecia surpreso e indignado enquanto procurava algo - acho que o Ricardo - ao redor. Ainda bem que ele deu no pé.
— É, mas ele não conseguiu. Eu fui mais rápida em virar o rosto e você em aparecer somente na hora que lhe foi conveniente. — o encarei séria — Onde você estava, Tomlinson? Não poderia ter me avisado?
— Desculpe, amor... Eu vi que na loja ali na frente tinha ar condicionado e fui lá me refrescar um pouco. — ele sorriu sem graça coçando a nuca.
— Você é um idiota! — o empurro mais uma vez pelo ombro, dessa vez mais forte — Por que não me avisou? Eu fiquei preocupada.
— Não vai mais se repetir, eu não sairei mais de perto de você.
Ele sorriu de lado me puxando pela cintura e iniciando um beijo cheio de provocação, mesmo que estivéssemos no meio da praça. Pelo menos para uma coisa o traste do meu ex serviu, Louis não vai mais ousar me deixar sozinha ou desgrudar de mim por causa de um ar condicionado.


Hoje nosso menininho completa 25 anos  Eu estou tão orgulhosa pelo homem que ele se tornou 
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Imagine Harry Styles | Namoro Virtual




Bom dia, princesa.
Preparada para a noite de amanhã?

                              x H

Eu já acordei sorrindo apenas por essas mensagens enviadas há três horas, que só pude ver agora por conta do fuso horário fazendo com que a manhã em Londres ainda seja madrugada no Brasil.
Eu não poderia estar mais feliz, estou há algumas horas de me encontrar pela primeira vez com o meu namorado e a ansiedade está acabando comigo. Namoramos à distância há quase um ano e na minha opinião esse é o amor mais bonito que existe. Nos apaixonamos pelas pequenas coisas, não precisamos nos tocar ou estar perto para sentir, apenas nos falar todos os dias já é o suficiente para nos deixar alegres.
Eu me sinto tão sortuda por tê-lo em minha vida, ele me ajuda tanto quando não estou bem, é só ver seu sorriso que as coisas melhoram instantaneamente como em um passe de mágica. A única coisa que deixa tudo um pouco incerto o meu coração é que ele é uma pessoa especial no mundo todo, várias pessoas estão de olho nele e todas suas decisões ou qualquer passo é assistido e comentando por quase todo o mundo. É como se sua vida fosse uma série de televisão.  
Não inicio de tudo eu não sabia o que me aguardava, conheci um Edward por uma rede social e depois de dias conversando não podíamos deixar de nos falar, então ele me contou que na real seu nome era Harry Edward e quando eu li o Styles tudo que pude fazer foi rir, eu ri muito por ele ter achado que podia me enganar, mas então nos vimos pelo facetime.
No momento que eu vi os olhos verdes me encarando pela tela meu coração só faltou saltar pela minha boca e sair correndo, foi uma revelação forte e impactante. Ouvi sua voz me chamar durante alguns minutos que pareceram horas em minha cabeça até que eu consegui dá-lo atenção ainda espantada com tudo.
Harry e eu começamos a namorar quando ele disse que eu ocupava seus pensamentos a todo momento, então eu disse que comigo era da mesma forma e ele me pediu em namoro dizendo que na primeira oportunidade ficaríamos juntos.
Bem, a primeira oportunidade ainda não chegou, mas nós continuamos firmes e fortes.  
Eu não posso mentir e dizer que não estou nervosa, por que eu estou, muito, muito nervosa. Eu o abraçaria pela primeira vez, sentiria a sensação de ter sua pele na minha, sentiria seu cheiro, sentiria seus cabelos entre meus dedos e principalmente me sentiria em casa nos braços da pessoa que eu não escolhi amar, mas mesmo com a distância eu amo.
Seria tão fácil se morássemos perto e nosso namoro não fosse a distância, mas talvez se fosse do jeito fácil não teria a mesma intensidade, talvez não nos falaríamos direito e nem teríamos as conversas que temos nas madrugadas que não conseguimos dormir. Talvez tudo fosse monótono e chato sem expectativa de coisas novas, apenas as mesmices de sempre.  
A distância nos faz imaginar o primeiro toque, o primeiro beijo, o primeiro “eu te amo" sussurrado ao pé do ouvido ou até mesmo sussurrado com lábios nos lábios depois de um beijo quente.
A expectativa nos deixa mais eufóricos.

[…]

Desembarcar em Londres foi um pouco complicado, muitas pessoas juntas indo para todas as direções possíveis e eu tive um pouco de dificuldade na hora de procurar a minha mala, mas fora isso correu tudo bem.
Harry disse que não poderia me buscar por ter ensaio quase o dia inteiro, mas uma pessoa de sua confiança estaria me esperando para me levar ao hotel e depois ao local do show. Conclusão, só vamos nos ver depois que o show terminar, mas para quem esperou um ano, algumas horas não significam nada.
Olhando para todos os lados enquanto eu puxava minha mala para até as grandes portas que eram davam à saída do aeroporto, sentir uma mão um pouco pesada em meu ombro, uma voz calma chamar o meu nome e me virei tendo a visão de um homem com quase que o dobro da minha altura.
— É… Oi! — continuei o olhando, ele parecia segurança do aeroporto. Será que peguei a mala errada?
— Eu sou o Paul, Harry me pediu para levá-la ao hotel. — ele se afastou um pouco.
— Ah sim… Oi Paul. — sorri acenando para ele.
— Licença. — ele pegou minha mala e começamos a caminhar para fora.
Paul não era a pessoa mais falante do mundo, então o caminho até o hotel seria silencioso se eu não fizesse uma porção de perguntas para ele sobre o Harry, ele sempre me respondia o que eu queria fazer e sempre tinha uma nova pergunta para dar a resposta. Acredito que a vontade dele era me jogar pela janela.
Quando eu entrei no quarto de hotel que Harry fez questão que eu ficasse, uma suíte presidencial - completamente sem necessidade porque eu ficaria em qualquer quarto que tivesse pelo menos um colchão - lindas rosas decorava a mesinha ao lado da grande cama e eu não perdi tempo ao ir rapidamente até elas para cheirá-las e ver se tinha algum cartão. E realmente tinha.

Estou contando os segundos para estarmos juntos.

Te amo

                           x H

Não sorrir se tornou impossível e ao cheirar o cartão senti um perfume amadeirado que só podia ser do Harry. Ainda sorrindo me atirei sobre a cama encarando o cartão como se fosse o próprio Harry e acabei dormindo.

[…]

A gritaria das adolescentes eufóricas é quase a única coisa que se pode ouvir de onde estou enquanto espero o show começar. Eu nunca fui fã do One Direction, mas eu admiro muito o trabalho deles pelo pouco que sei, gosto de algumas músicas também e já falei com o Niall por celular uma vez quando o Harry estava no banheiro e ele atendeu.
O show não demorou muito para começar e as músicas agitadas me contagiavam me fazendo dançar como se não houvesse amanhã. Ver o Harry mesmo que ainda de longe me deixou animada e muito feliz, meu rosto a qualquer momento pode rasgar ao meio tamanho meu sorriso.
Em um momento as luzes diminuíram e os garotos se sentaram, com exceção de Harry que caminhou em minha direção quando as notas da música começaram a ser tocadas.

If I could fly
I’d be coming right back home to you
I think I might give up everything
Just ask me to

(Se eu pudesse voar
Eu voltaria para casa pra te encontrar
Eu acho que seria capaz de desistir de tudo
Se você me pedir)

Ele cantou cada palavra com os olhos bem focados nos meus e eu senti que era para mim. O que ele cantou batia perfeitamente com o que passamos, a distância.
Liam - que conheci pelas fotos que pesquisei para não ficar perdida quando Harry falava sobre ele - caminhou até Harry cantando a segunda parte e assim que estava ao lado do amigo, passou o braço sobre seu ombro passando para Harry a vez de cantar.

For your eyes only
I show you my heart
For when you’re lonely and forget who you are
I’m missing half of me, when we’re apart
Now you know me
For your eyes only

(Apenas para os seus olhos
Eu mostro meu coração
Quando você estiver se sentindo sozinha e esquecer quem você é
Eu sinto falta da minha metade quando não estamos juntos
Agora que você me conhece
Apenas para os seus olhos)

Eu senti alguém segurar meu pulso me tirando de onde eu estava e quando eu desviei meu olhar do de Harry, pude ver que era Paul que me levava em direção ao palco e meu coração disparou ainda mais ao pensar que eu enfrentaria toda essa multidão.
Harry me recebeu na beirada do palco segurando minha mão enquanto Louis e Niall cantavam em sequência para então os quatro cantarem juntos o refrão.  
Agora os olhos de Harry estavam mais perto e mais brilhantes ao encararem os meus marejados pela emoção do momento maravilhoso que estamos compartilhando. Meu coração está sem controle e meu estômago foi tomado por várias e várias borboletas dançantes me causando uma sensação que jamais pensei sentir.
Ao que a musica foi finalizada, Harry soltou o microfone colocando as duas mãos em meu rosto e tudo que eu fiz foi fechar os olhos e colocar minhas mãos em sua cintura ao perceber seus lábios vindo de encontro aos meus.  
Eu descreveria a sensação como uma explosão de fogos de artifício de todas as mais belas e vibrantes cores explodindo de uma vez dentro de mim. Minhas pernas tremeram e nem mesmo os gritos vindo da plateia me desconcentrou do melhor momento da minha vida.  
O beijo que começou lento e delicado, permaneceu assim até que foi quebrado com uma porção de selinhos e logo estávamos envolvidos nos braços um do outro em um abraço forte sussurrando a todo momento “eu te amo" com os nossos sorrisos imensos denunciando o quanto estávamos felizes por ter nos encontrado.


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Imagine Liam Payne | Nothing Else Matters (Parte I)


Meu suspiro foi audível mostrando o quanto eu não queria continuar o assunto da conversa que meu marido está tentando ter comigo. Enquanto eu olhava as luzes dos postes passarem rapidamente pelos meus olhos, minha mente vagava sobre o quanto não estávamos preparados para ter um filho agora, mas Liam insiste na conversa depois de termos ido visitar o bebê de uma amiga.
Eu só queria que ele entendesse que estamos ocupados demais com nossos respectivos trabalhos, ter um bebê exige planejamento.
— Dá para você não me deixar falando sozinho? — me virei para olhá-lo e ele estava olhando para mim, o que não é nem um pouco responsável ao estar dirigindo.
— Olhe a estrada, Liam. — ele fez o que eu pedi — Nós podemos apenas conversar sobre isso em casa?
— Você só está tentando fugir da conversa, pelo que te conheço quer me fazer esquecer o assunto. — por que ele tem que ser assim?
— Eu só acho que não é uma boa ideia no momento… Você está envolvido com um cd novo e eu acabei de ser promovida no trabalho, não seria legal pararmos tudo agora. — Liam me olhou mais uma vez e eu já estou começando a me sentir irritada por sua falta de responsabilidade ao volante — Para de me olhar, Liam. Preste atenção na droga da estrada!
— Por que está tão nervosa?
— Eu não estou nervosa, só não quero que você perca o controle desse carro. — ele me olhou de novo — Merda, Liam. Pare esse carro!
— Você não confia em mim? Eu sei o que faço. — ele continuou me olhando.
— Para essa merda!  
Minha voz saiu mais alta fazendo Liam pisar no freio e o carro parar um pouco mais a frente pela velocidade, ele desligou o carro soltando o cinto e se virou para mim com uma carranca.
— Por que merda você está tão nervosa? Droga, eu só fiz um pedido.
— Não, você fez eu me sentir pressionada a te dar um filho. Fez me sentir uma megera por não querer te conceder esse pedido. Então, por favor, não vamos apressar as coisas.
— Nã-
A fala de Liam foi cortada por uma buzina muito alta e uma luz forte que bateu em meu rosto vindo de trás das costas dele, se virando rapidamente, Liam percebeu que havíamos parado em um cruzamento e que um carro vinha em nossa direção muito rapidamente. A tentativa de ligar o carro falhou miseravelmente e não havia mais nada que pudéssemos ter feito, a batida foi inevitável e Liam se debruçou para o meu lado tentando evitar que eu me machucasse.



A sensação de estar flutuando no nada toma conta de todo o meu ser, é como se eu estivesse em um universo completamente escuro vagando lentamente de um lado para o outro no ar, a única coisa que pode ser ouvida por mim é um bip bip muito longe.
Liam veio a minha mente, mesmo estando engolida pelo nada, eu posso ver seu rosto sem conseguir abrir meus olhos. Essa visão do meu marido estava me acalmando, mas então ele desapareceu quando um carro passou rapidamente sobre sua imagem me fazendo abrir os olhos num rompante só para ter minhas retinas queimadas pela luz branca, extremamente forte me fazendo fechá-los novamente.
O barulho irritante do que parece uma máquina, está mais perto, ao meu lado par ser mais exata e eu não faço ideia de onde me encontro. Quando me sentir segura, abri um olho devagar e logo depois o outro podendo ver o teto branco e ao olhar para o lado, as paredes da mesma cor.
Minha cabeça dói, eu me sinto um pouco tonta e não tem ninguém ao meu redor, eu estou sozinha e não faço ideia de onde Liam esteja. Na tentativa de levantar a mão até minha testa senti uma coisa se repuxar em minha pele e ao levantá-la com cuidado, uma mangueirinha de soro estava fundida a minha veia sendo segurada por um esparadrapo que mantinha a agulha no lugar.
E então, me causando uma dor de cabeça mais forte, a lembrança da noite de ontem veio em minha mente me causando desespero. Eu preciso saber onde Liam está, preciso saber se ele está bem e não quero ficar sozinha de jeito algum.
Antes que eu começasse a arrancar os fios presos a mim, a porta abriu e uma enfermeira apressada entrou veio até minha cama.
— A senhora deve permanecer em repouso, não faça movimentos brusco. Eu chamarei médico.
— Meu marido… — minha voz saiu em um fio — Eu preciso… Preciso vê-lo.
— A senhora precisa ficar calma, está desacordada há dois dias e precisa passar por exames.
Dois dias?  
Como assim dois dias se o acidente aconteceu ontem?
Um pontada forte na cabeça me fez fechar os olhos com força e não pude evitar deixar um gemido escapar. A voz da enfermeira me chamando estava longe e por mais que eu tentasse entender o que ela dizia, eu não conseguia.
E mais uma vez, fui engolida pela escuridão.



Pela segunda vez meus olhos queimaram ao que eu os abri inconsciente da luz sobre mim, mais uma vez fechei-os e mais uma vez tentei levar a mão até minha cabeça sendo, dessa vez, impedida por alguém que a segurou.
— Não movimente o braço tão bruscamente… Pode remover a agulha de sua veia.
Abri meus olhos com cuidado depois de me acostumar com a claridade e um homem alto de jaleco branco estava ao meu lado me olhando com atenção.
— Você se lembra o que aconteceu? — eu assenti lentamente com a cabeça — Sabe seu nome, onde está e com quem estava? — assenti mais uma vez o vendo fazer anotações em uma prancheta — Creio que a pancada em sua cabeça não resultou nenhuma sequela ao seu cérebro, mas ainda te deixarei em observação.
Ficar mais tempo? Não! Eu não posso ficar mais tempo confinada em um quarto irritantemente branco alheia do estado do meu marido.  
Percebendo minha agitação o médico pediu para que eu me acalmasse.
— L-Li-Liam… — lutei para que conseguisse dizer o nome do meu marido, minha boca está completamente seca e minha voz impotente.
— A senhora precisa se acalmar, seu marido está bem e está seguro em um dos quartos deste hospital. Não há com o que se preocupar.
Eu fui submetida a uma bateria de exames de todos os tipos para que constatassem que eu estou em perfeito estado, tirando alguns machucados no corpo e no meu rosto que pude vê quando minha mãe me ajudou a tomar banho.
Ao que parece, eu estou há três dias desacordada, depois que acordei no segundo dia, voltei a inconsciência deixando todos preocupados, mas deveria ser apenas o cansaço, segundo o médico.  
Ninguém me diz exatamente o estado de Liam, sempre respondem com “ele está bem", “está sendo bem tratado em outro quarto", “ele está seguro", mas isso não é o suficiente para me deixar tranquila. Se ele está bem e seguro, por que não veio me ver? Pelo que eu me lembro, ele tentou me proteger com seu corpo, não acho que ele tenha ficado exatamente bem.
A noite caiu mais uma vez e eu tive que continuar no hospital, apenas a mangueira do soro está enfiada em meu corpo, os fios já não são mais necessários e o bip bip enjoado já não soa mais para me deixar irritada. Eu passei o dia arquitetando um plano, meio insano, mas ainda assim a única coisa que talvez me deixará mais aliviada.
Segundo o médico que me atendeu, ele não estará de plantão essa noite e se eu precisasse de algo era só apertar o botãozinho ao lado da cama que as enfermeiras estariam a posto na recepção a espera de um chamado.  
O hospital estaria vazio, uma oportunidade perfeita para ir até o quarto do Liam que fica há dez portas do meu. Pelo menos essa informação eu consegui arrancar de Karen.
Abri a porta em um fresta para que eu observasse o corredor e ele está vazio como eu esperava, então sem pensar muito, eu saí do quarto caminhando apressada até o fim do corredor onde a porta com o número 13 estaria. Assim que me vi em frente a porta que eu procurava, apenas a abri com cuidado para não assustar Liam e entrei antes que fosse pega.
— Eu não chamei ninguém, vá embora!
A voz de Liam soou me fazendo sorrir por saber que ele está consciente e provavelmente bem. Me aproximei devagar caminhando até estar aos pés de sua cama e ele sequer olhou para ver de quem se tratava, apenas continuou encarando o teto sem graça daquele quarto.
— Amor, eu consegui fugir para te ver. — falei com um pouco de animação por vê-lo com meus próprios olhos.
— Você fez muito mal, não quero você aqui. — a voz dele foi rude e ele continuou sem me olhar.
— Eu precisava ver por mim mesma como você está.
— Pois agora que já viu, aconselho que saia daqui e procure um advogado. — minha testa franziu automaticamente em confusão — Peça o divórcio e seja livre.
— Por que? Por que eu faria isso? — minha mão pousou sobre a perna de Liam assim que ele me olhou.
— Não toque aí! — Liam esbravejou me assustando e com rapidez fiz o que ele mandou.
— Por que não posso tocar você? — eu sentia um bolo em minha garganta, não é possível que Liam me odeie.
— Por que eu não sinto… Eu não sinto as minhas pernas.






Imagine Zayn Malik | Gravando (Hot)


— Vamos lá... Gravando!
A voz rouca do diretor ecoou no quarto e as não muitas pessoas ficaram em silêncio para que eu e o rapaz fizéssemos o nosso trabalho. O dia está chuvoso e agradeço pelo apartamento alugado ter um aquecedor que mantém o meu corpo aquecido, mesmo que depois de alguns minutos eu não precise mais dele para essa função.
Em passos lentos eu caminhei até o homem sentado em uma poltrona repassando em minha cabeça tudo que eu deveria fazer, temos um roteiro a cumprir e o quanto mais rápido terminar, mais rápido estarei de volta a minha casa.
Eu encaro isso como um trabalho, fazer sexo com vários caras não me deixa muito orgulhosa, mas é o que melhor paga minhas contas no fim do mês. A única coisa ruim nisso tudo é que os caras acham que eu ser uma atriz pornô faz de mim uma prostituta que vai dar para eles apenas ao ouvir cantada barata.
Ao estar de frente para o homem, a qual a única coisa que sei sobre é que se chama Zayn Malik, me curvo para alcançar seus lábios iniciando um beijo quente que transmita desejo. Meus dedos se perdem em meio aos fios de seu cabelo e sua mão aperta minha cintura com mais força do que o necessário me fazendo gemer em seus lábios, o beijo não dura muito por conta de um pedido do diretor. Não muito lento e não muito rápido, apenas agir com naturalidade sem prolongar demais as coisas.
Zayn me puxa para o seu colo me fazendo sentar com uma perna de cada lado e puxa o meu cabelo para trás deixando meu pescoço exposto para receber os beijos e os chupões que ele distribui sobre a pele do mesmo. Com os olhos fechados mexo meus quadris fazendo uma fricção sobre seu membro para deixá-lo excitado.
O fato de fazer vídeos e ter minha cara estampada em sites pornô não me afeta mais, no começo eu fiquei com muito medo e até com vergonha de sair na rua, mas me acostumei com o tempo. Esse é o meu quinto vídeo e o segundo com o Zayn, parece que gostaram de nós dois juntos, então estamos fazendo um tema completamente diferente do primeiro.
Não muito tempo depois de começar a rebolar no colo de Zayn, já posso sentir seu membro dando sinal de vida abaixo de mim, me levanto para que ele enfie as mãos por debaixo do meu vestido e deslize minha calcinha para baixo.
Tudo que eu tenho que fazer ou que quero fazer está em minha mente em ordem para que as coisas não saiam do meu controle, eu gosto de criar uma personagem para cada vídeo, é uma forma que eu me sinto mais segura para fazer tudo sem me retrair.
Sustento meu corpo em uma perna, apoiando o pé da outra no descanso da poltrona de forma que minha vagina ficasse completamente exposta bem na frente do rosto do Zayn. Nossos olhos se encontram e um sorriso de lado se abre em nossos rostos quase que ao mesmo tempo, agarro seu cabelo com uma mão levando seu rosto de encontro a minha intimidade gemendo arrastado ao sentir o contado quente de sua língua em meu sexo. Jogo minha cabeça para trás sentindo Zayn me chupar fortemente fazendo um barulho pornográfico soar em nossos ouvidos e eu quase me esqueço que não estamos sozinhos e gravando um vídeo, com o quão bom é sentir sua barba por fazer roçar em minha pele. Meus dedos se apertam em seus cabelos ao que suas mãos se espalmam em minha bunda me puxando ainda mais contra sua boca, rebolo minimamente e já sabemos que é hora de parar.
Volto a ficar sobre o apoio das minhas duas pernas e Zayn se levanta começando a se despir, aproveito o momento e tiro meu vestido o jogando pelo quarto e logo meus lábios estão se atracando aos de Zayn novamente enquanto ele aperta um de meus seios. Com um gemido separo nossos lábios e desço um caminho de beijo até sua barriga ficando de joelhos a sua frente, o membro completamente duro e grosso bate contra o meu rosto e eu levanto minha cabeça encontrando o olhar faminto de Zayn ansiando por minha boca.
Com um sorriso safado estampado em meu rosto, envolvido minha mão direita no membro do homem começando a movimentá-la lentamente enquanto que com a outra massageio suas bolas. Não demora muito para que eu o tenha em minha boca movimentando minha cabeça para frente e para trás me deliciando com os gemidos roucos que Zayn não consegue evitar, uma de suas mãos se aperta em meu cabelo me fazendo gemer e começa a guiar os movimentos.
Antes de gozar Zayn me coloca de pé e me puxa até a grande janela do apartamento, onde as gotas grossas da chuva batem com força o embaçando. Isso não está no roteiro, ele mudou sem avisar e não me resta alternativas a não ser segui-lo.
Meu corpo, já com uma camada fina de suor, é prensado pelo o Zayn contra a superfície transparente e tenho uma de minhas pernas levantada pela grande mão de homem moreno atrás de mim, sem pensar ou ao menos esboçar uma reação não posso segurar o gemido alto que corta a minha garganta ao senti-lo se enterrar bem fundo em mim de uma vez. Maldito Malik, tenho certeza de que se uma de suas mãos não estivesse me segurando firme pela cintura, eu iria ao chão, minha pernas bambas não aguentaria o meu corpo por tamanho prazer esses bastardo está me proporcionando.
O gemido rouco e másculo de Zayn ao pé do meu ouvido me faz gemer alto e sinto meus seios ainda mais apertados contra o vidro me deixando mais extasiada, se possível. Percebo que não vou durar muito e Zayn não ajuda em nada deslizando a mão que antes apertava minha cintura até o meu clitóris começando uma carícia gostosa sem deixar de empurra-se para dentro de mim com força e rapidez.
Minha desconfiança deixa de ser apenas uma desconfiança quando não consigo me segurar e acabo gozando não muito tempo depois. Zayn desliza para fora de mim e segundos depois sinto seus dedos um pouco melados me penetrar por trás e sei o que ele está prestes a fazer. Dois de seus dedos estimulam meu ânus segundos antes dele posicionar seu membro em minha entrada e empurrá-lo para dentro devagar para que não me machuque e mesmo assim não posso deixar de jogar minha cabeça para trás gemendo esganiçado pela ardência no local.
Zayn mantém seu membro parado dentro de mim para que eu me acostume e alguns minutos depois ele está o tirando lentamente para empurrá-lo em seguida e assim continua até que cinco estocadas depois ele se derrama dentro de mim apertando minha cintura.
Assim que escutamos que as câmeras já estão desligadas, Zayn solta minha perna se afastando e sinto uma ardência na parte de trás fazendo uma leve careta ao caminhar até os roupões pendurados em uma arara perto do banheiro.
O diretor e algumas pessoas da equipe estão elogiando Zayn e eu, mas eu não importo muito com isso enquanto visto meu roupão já pronta para deixar aquele quarto e ir para o que está com minhas coisas quando Zayn segura meu braço.
— Está tudo bem com você? — ele pergunta olhando em meus olhos.
— Claro que está, mas da próxima vez me pergunta o que eu acho antes de meter o pau na minha bunda.
— Me desculpe, eu só agi pelo momento... Eu estava excitado demais para pensar em permissão.
— Não interessa mais... Você já invadiu o único lugar virgem em mim e não podemos voltar atrás.
— Me desculpe mesmo.
Eu apenas assinto e caminho para a suíte ao lado rumando para o banheiro, coloco a banheira para encher em seguida. Eu estaria sendo hipócrita demais dizendo que não gostei, ele não fazer o que estava previsto e escrito em um papel tornou as coisas mais reais, mais verdadeiras. Como se não tivéssemos apenas atuando.


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Imagine Harry Styles | Mal Entendido



Depois de ter colocado as crianças para dormir e ter lido quase cinco capítulos do livro que escolhi para essa semana, ouvi o barulho da porta da frente tendo a certeza que Harry já está em casa. Ele é professor e trabalha a noite dando aulas em uma faculdade e a tarde para o ensino médio.
Me levanto da cama calçando minhas pantufas e saio do quarto descendo as escadas que da acesso a sala, Harry estava deixando as chaves sobre a mesa e sua jaqueta sobre o sofá.
— Você vai jantar, amor? — pergunto rindo em seguida com o pequeno susto que ele tomou.
— Que susto, (seu nome). — ele se vira para mim se aproximando e deixando um selinho em meus lábios — Eu vou tomar banho primeiro.
Harry começa a caminhar em direção ao nosso quarto e eu pego sua jaqueta subindo logo atrás dele. Guardo sua jaqueta assim que chego no quarto e me sento na cama enquanto ele está no banheiro.
— Como foi seu dia e o das crianças hoje, babe? — ele pergunta do banheiro e eu posso ouvir o barulho do chuveiro.
— O meu foi normal, a Darcy não chorou para ficar na escolinha e o Drew está eufórico com o Halloween. — falei enquanto encarava a porta do banheiro.
— Eu conversei com a Darcy sobre a escolinha… Acho que funcionou. — ele diz e eu assinto mesmo que ele não possa ver.
— Ela não parou de dizer hoje o quanto quer voltar amanhã. — sorrio lembrando a felicidade da minha pequena e minha atenção é roubada pelo celular de Harry sobre a cama — Seu celular está tocando, acho que é uma mensagem.
— Olha para mim, amor? — eu pego seu celular abrindo a mensagem.
— É a sua mãe… Ela disse que está com saudade.
— Depois eu telefono para ela, também estou com saudades.
Quando eu fui fechar o aplicativo de mensagem, eu apenas voltei as conversas e um número me chamou a atenção, ele não tinha nome como os outros e marcava que havia mandado imagens. Eu sei que não é legal invadir a privacidade dos outros, mas esse outro é o meu marido e ele nunca me escondeu nada.
Assim que abri a mensagem meus olhos se arregalaram e ficou um pouco difícil respirar, haviam duas fotos de uma garota pelada, uma nu frontal e outra nu de costas tirada pelo espelho. Eu não poderia me sentir mais enojada ao ler “Para o meu professor preferido, com muito carinho".
Eu não posso acreditar que ele está fazendo isso comigo, nós temos uma família e ele fica olhando garotas peladas no celular e sabe se lá o que ele faz quando está com esse tipo de alunas, ele dá aulas pré-vestibular aos sábados e a dúvida agora ronda a minha cabeça.
Será aulas pré-vestibulares ou só uma desculpa para se livrar da inútil aqui e ficar com garotas mais novas?
Nunca na minha vida eu me sentir como estou me sentindo agora, estou me sentindo ultrapassada, como um modelo antigo que você troca por um mais novo e eficiente.
— (Seu nome)?
Não sei desde quando ele está me chamando, mas eu prefiro apenas ignorar enquanto me deito na beirada da cama virada de costas para onde o Harry vai se deitar quando for dormir. Uma lágrima rola por meu rosto e eu apenas a  limpo com as costas da mão mordendo meu lábio para não desabar.
Alguns minutos depois Harry sai do banheiro e se senta ao meu lado na cama.
— Dormiu… — sussurra e beija meus cabelos — Boa noite, amor… — ele se deita ao meu lado me abraçando.

°•°•°•°•°•°•°•°

Uma semana se passou e eu não fiquei um dia sequer em paz de meus pensamentos, toda vez que Harry chegava em casa depois do trabalho ou quando eu o vejo com o celular na mão, minha cabeça se enche de pensamentos ruins e tudo que eu penso em fazer é gritar e correr para o mais longe possível.
Hoje também completa uma semana que eu não durmo mais no nosso quarto, eu inventei que a Darcy teve pesadelos e que não quer dormir sozinha, ele pediu que eu a levasse para dormir com nós dois, mas eu disse que não seria uma boa ideia para ela não se acostumar. Nós dois não temos nos falado muito também, ele fica em casa durante as manhãs, as crianças vão para escola e eu faço de tudo para não ficar junto com ele muito tempo.
Entro em casa depois de deixar as crianças em suas respectivas escolas e vejo que Harry me espera sentado no sofá, o que é uma droga porque ele nunca acorda tão cedo.
— Bom dia… — falo baixo sem o olhar direito caminhando em direção a cozinha.
— Vem aqui, (seu nome)… Precisamos conversar. — eu parei instantaneamente fechando meus olhos respirando fundo e caminho até ele me sentando no outro sofá, bem longe dele — Por que você está se afastando de mim?
— E-eu não estou… Estou normal. — me xingo mentalmente por gaguejar. Ao mesmo tempo que quero falar tudo que está entalado na minha garganta há uma semana, não quero falar nada.
— Ontem quando eu cheguei, fui até o quarto da Darcy onde você tem dormido e ela estava acordada ao seu lado. — ok, o que isso tem haver? — Eu perguntei o tipo de sonho que ela tem tido e ela disse que sonha com os pôneis do desenho… Isso não me parece um pesadelo.
Meus olhos se enchem de lágrimas e eu cerro meus dentes só de pensar a humilhação de dizer em voz alta que o meu marido gosta de ficar olhando meninas novas peladas. Minha respiração está descompassada e eu tento manter a calma quando na real eu quero explodir.
— O que está acontecendo, amor? — ele se aproxima se ajoelhando a minha frente e apoia sua mão em meu joelho. Eu apenas me levanto me afastando dele — (Seu apelido), fala para mim.
— Eu sei que você não gosta mais do que vê… Caralho, Harry, eu tive filhos e isso é um dos motivos de eu não ter o meu corpo de antes. — eu não consegui conter minhas lágrimas e Harry me olhou confuso — Você poderia ao menos respeitar que eu sou a mãe de seus filhos ao invés de ficar olhando fotos de adolescentes nuas no celular.
— O quê? Não! (Seu nome), não é o que você está pensando. — ele falou de uma vez — Você poderia ter dito que viu aquilo, eu teria te explicado.
— O que você queria que eu dissesse, Harry? Isso é uma humilhação, eu nunca fui tão humilhada na minha vida. Elas são suas alunas, são mais novas.
— Amor, não é nada disso. Tem uma garota que fica mandando essas fotos para mim, eu já disse para ela parar, mas não adianta.
— Se ela manda é porque você dá liberdade para esse tipo de coisa, ela não iria mandar nada se não tivesse o seu número. — fungo passando a mão em meu rosto limpando as lágrimas.
— Você sabe que eu sou bastante sério com o que eu faço, eu nunca daria esse tipo de liberdade para alunas nem se eu fosse solteiro. Eu amo você, (seu nome), amo nossos filhos e não destruiria nossa família por nenhuma garota mais nova, jamais.
— Por que as fotos ainda estavam no seu celular e por que essa garota tem o seu número? — meu choro já estava um pouco contido.
— Nós temos um grupo de ajuda, onde eu tiro dúvidas dos alunos e ela é um deles. Você viu as fotos então pôde ver também que a mensagem não tinha sido aberta, eu não olhei porque já sabia do que se tratava e só estava esperando a gente ir na casa da mamãe para pedir a Gemma que me ensine bloquear números. Eu prefiro livros à tecnologia, você sabe.
Eu fiquei em silêncio por alguns minutos pensando o quanto eu sou uma idiota por pensar isso do meu marido e melhor amigo. Eu conheço o Harry desde quando eu tinha quinze anos, temos cinco anos de namoro e doze de casamento, eu sei exatamente quando ele está mentindo e ele não está agora.
— Me desculpe… — eu caminhei até ele me jogando em seus braços — Eu sou uma idiota de pensar tudo isso.
— Está tudo bem, amor… Foi só um mal entendido. — ele me abraça apertado e beija meu rosto.
— Mal entendido que quase me fez pedir o divórcio… Só não o fiz por causa das crianças.  — falo um pouco envergonhada.
— Não fala isso nem brincando, por favor. — ele me aperta ainda mais em seus braços — Eu amo você, nossa família e ninguém mais.
— Eu não vou mais esconder quando alguma coisa estiver me chateando e você vai mudar de número de celular.
— Vai ser melhor assim.
Suas mãos seguraram meu rosto e nós nos beijamos como nunca na última semana que passamos na mesma casa, mas separados.omo nunca na última semana que passamos na mesma casa, mas separados.


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